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22/10 - Pesquisa mostra cargos em alta e média salarial em oito áreas em 2021
Levantamento da Robert Half traz o que áreas como vendas, marketing e tecnologia devem demandar mais no ano que vem e as habilidades que os profissionais deverão ter para conseguir o emprego. Profissões e habilidades em 2021 PUCPR Levantamento da Robert Half, empresa de recrutamento que seleciona profissionais especializados para cargos de média e alta gerência, traz os cargos e variações salariais das oito áreas de atuação da empresa: Finanças e Contabilidade, Engenharia, Jurídico, Vendas e Marketing, Mercado Financeiro, Seguros, Recursos Humanos e Tecnologia. A 13ª edição do Guia Salarial da Robert Half, estudo anual da empresa de recrutamento e seleção, traz ainda as habilidades técnicas e comportamentais mais demandadas, e as posições permanentes e por projetos que terão destaque. Veja cargos, salários e requisitos exigidos que deverão estar em alta em 2021: ÁREA: FINANÇAS E CONTABILIDADE Posições em destaque - Tesouraria – coordenador e gerente - Contabilidade / Fiscal – analista e coordenador - Fusão e aquisição – gerente - Controles internos – coordenador - Planejamento financeiro / Controladoria – analista e coordenador Posições em destaque por projetos - Analista fiscal, Analista contábil e Analista financeiro (contas a pagar e receber) Habilidades comportamentais – Flexibilidade, Resiliência, Relacionamento Hands on e Senso de dono Habilidades técnicas - Inglês fluente, Tech skills, Modelagem financeira/ reestruturação de dívida/gestão de custos, Controle de riscos e Planejamento tributário Setores em destaque - Agronegócio, Tecnologia, Saúde, Alimentos e bebidas e Mineração Perspectiva de remuneração em 2021: Coordenador de tesouraria: de R$ 7.600 a R$ 16.850 Gerente de tesouraria: de R$ 11.000 a R$ 35.000 Analista de contabilidade/fiscal: de R$ 5.000 a R$ 11.000 Gerente de Fusão e aquisição: de R$ 14.250 a R$ 45.000 Coordenador de controles internos: de R$ 5.250 a R$ 16.200 Analista de planejamento financeiro/controladoria sênior: de R$ 6.000 a R$ 12.000 Coordenador de planejamento financeiro/controladoria: de R$ 8.200 a R$ 15.500 ÁREA: ENGENHARIA Posições em destaque - Comprador, Engenheiro de aplicação, Gerente de operações, Gerente de supply chain e Gerente de projetos Posições em destaque por projetos - Analista de logística, analista de serviços − atendimento ao cliente e comprador Setores em destaque - Saúde, Alimentos e bebidas, Tecnologia / Logística, Infraestrutura e Mineração Carreiras do futuro - Piloto de drone, Engenheiro de georreferenciamento, Engenheiro de dados e Engenheiro de inovação Habilidades comportamentais - Comunicação, Flexibilidade, Agilidade, Equilíbrio emocional e Liderança Habilidades técnicas – Idiomas, Tech skills, Inovação, Visão de negócios e Sustentabilidade Perspectiva de remuneração em 2021: Comprador: de R$ 3.500 a R$ 15.650 Engenheiro de aplicação: de R$ 3.900 a R$ 17.600 Gerente de supply chain: de R$ 15.500 a R$ 48.500 Gerente de projetos: de R$ 13.150 a R$ 43.060 ÁREA: JURÍDICO Posições em destaque – Generalista de empresa, Advogado contencioso cível, Advogado trabalhista, Advogado tributário e Advogado contratual Posições em destaque por projetos - Analista de compliance (KYC, FATCA, generalista), advogado generalista e paralegal Carreiras do futuro - DPO e Especialista de dados jurídicos (BI) Setores em destaque - Farmacêutico, Agronegócio, Tecnologia, Logística e Energia Habilidades comportamentais: Comunicação, Adaptabilidade, Flexibilidade, Liderança e Trabalho em equipe Habilidades técnicas: Inglês fluente, Geração de novos negócios, Negociação, Conhecimento de tecnologia e Pós-graduação / LLM / especializações Perspectiva de remuneração em 2021: Generalista de empresa: de R$ 11.950 a R$ 32.800 Advogado contencioso cível sênior: de R$ 9.050 a R$ 21.850 Advogado consultivo trabalhista sênior: de R$ 9.050 a R$ 21.400 Advogado consultivo tributário sênior: de R$ 11.150 a R$ 26.000 Advogado contratual sênior: de R$ 7.750 a 15.950 ÁREA: VENDAS E MARKETING Posições em destaque – Head of growth, CX (customer experience), Executivo de vendas, Gerente comercial e Gerente de e-commerce Posições em destaque por projetos - Vendedor / Inside sales, analista de planejamento comercial e analista de marketing Setores em alta: Tecnologia / startups, Logística / e-commerce, Alimentos e bebidas, Educação e Saúde Carreiras do futuro: Business intelligence / CRM e Marketing digital Habilidades comportamentais – Adaptabilidade, Agilidade, Comunicação, Colaboração e Resiliência Habilidades técnicas: Inglês, Gestão financeira / rentabilidade, Tech skills, Marketing digital e Funil de conversão Perspectiva de remuneração em 2021: Head of growth: de R$ 13.000 a R$ 42.000 CX (customer experience): de R$ 2.200 a R$ 8.900 Executivo de vendas: de R$ 5.550 a R$ 25.200 Gerente regional de vendas: de R$ 6.950 a R$ 25.200 Gerente nacional de vendas: de R$ 10.350 a R$ 42.050 Gerente de e-commerce: de R$ 8.300 a R$ 30.250 ÁREA: MERCADO FINANCEIRO Posições em destaque - Fusões e aquisições – analistas e associados - Crédito / reestruturação de dívidas – analistas - Finanças – analistas, gerentes e CFO - Riscos/ compliance / auditoria – gerentes e diretores e Analista de back office Posições em destaque por projetos - Analista de compliance e auditoria, Analista de crédito e risco e Analista de investimentos Carreiras do futuro: Data protection officer e Analista de compliance LGPD Setores em destaque: Bancos em reestruturação ou adaptação digital, Fundos de investimentos / private equities, Fintechs e Meios de pagamentos Habilidades comportamentais: Empreendedorismo, Visão estratégica, Resiliência, Comunicação e Foco no resultado Habilidades técnicas: Inglês fluente, Certificações (CFA, CFP, CGA), MBA internacional e Digital innovation Perspectiva de remuneração em 2021: Analista de Fusões e Aquisições: de R$ 11.700 a R$ 21.000 Associado de Fusões e Aquisições: de R$ 17.300 a R$ 31.000 Analista de Crédito/reestruturação de dívidas: de R$ 11.050 a R$ 19.750 Analista - Finanças: de R$ 8.100 a R$ 14.550 Gerente - Finanças: de R$ 17.650 a R$ 31.600 CFO - Finanças: de R$ 44.300 a R$ 74.500 Gerente - Riscos/ compliance / auditoria: de R$ 19.100 a R$ 34.200 Diretor - Riscos/ compliance / auditoria: de R$ 23.000 a R$ 41.150 Analista de back office: de R$ 7.900 a R$ 14.200 ÁREA: RECURSOS HUMANOS Posições em destaque - Remuneração e benefícios – de especialistas a gerentes seniores - Business Partner – de coordenadores a gerentes seniores - Departamento pessoal – todos os níveis, Gerentes de RH generalistas e Head de RH Posições em destaque por projetos - Recrutador / analista de R&S, analista de RH generalista e analista de folha de pagamento / DP Carreiras do futuro - People analytics e Especialista em transformação cultural / digital Setores em destaque - Energia, Farmacêutica, Bens de consumo, Logística e Agronegócio Habilidades comportamentais - Visão de negócio, Resiliência, Relacionamento, Liderança / gestão e Dinamismo Habilidades técnicas - Inglês e espanhol, Tecnologia, Gestão financeira, Conhecimento de todos os subsistemas de RH e Experiência com gestão Perspectiva de remuneração em 2021: Especialista de Remuneração e benefícios: de R$ 8.950 a R$ 16.100 Gerente de Remuneração e benefícios: de R$ 14.050 a R$ 26.800 Coordenador de Business Partner: de R$ 7.650 a R$ 15.400 Gerente sênior de Business Partner: de R$ 17.900 a R$ 28.200 Analista Sênior - Departamento pessoal: de R$ 4.650 a R$ 9.350 Coordenador - Departamento pessoal: de R$ 6.400 a R$ 12.700 Gerente - Departamento pessoal: de R$ 10.650 a R$ 22.150 Gerente de RH generalista: de R$ 13.200 a R$ 29.500 Head de RH: de R$ 22.600 a R$ 49.000 ÁREA: SEGUROS Posições em destaque - Produtos – analistas e especialistas - Atuarial – analistas, especialistas e gerentes - Precificação – analistas e especialistas - Finanças – analistas, gerentes e CFO Posições em destaque por projetos - Analista de subscrição, analista de sinistro, analista de contabilidade / controladoria Setores em destaque: Seguros para infraestrutura, Seguros para agronegócio e Tecnologia Carreiras do futuro: Chief digital officer e Analista / especialista de produtos digitais Habilidades comportamentais: Visão de negócios, Resiliência, Adaptabilidade, Inovação e Senso de dono. Habilidades técnicas: Inglês fluente, Formação atuarial, Multiproduto e Digital innovation. Perspectiva de remuneração em 2021: Analista de Produtos: de R$ 6.850 a R$ 14.000 Especialista de Produto: de R$ 9.550 a R$ 19.450 Analista Atuarial: de R$ 8.900 a R$ 14.000 Especialista Atuarial: de R$ 10.000 a R$ 19.000 Gerente Atuarial: de R$ 12.700 a R$ 25.850 Analista de Precificação: de R$ 6.400 a R$ 13.050 Especialista de Precificação: de R$ 9.800 a R$ 19.950 Analista - Finanças: de R$ 6.550 a R$ 13.300 Gerente - Finanças: de R$ 16.650 a R$ 33.850 CFO - Finanças: de R$ 33.700 a R$ 68.500 ÁREA: TECNOLOGIA Setores em destaque - Mercado financeiro / Seguros, Tecnologia, Educação / EAD, Telecom / internet e Varejo / e-commerce Posições em destaque – Segurança da informação, Cientistas/engenheiros de dados, Desenvolvedores / engenheiros de software, Infraestrutura / Cloud e Business Intelligence Posições em destaque por projetos - Desenvolvedor(a) (Java, C#, .Net, Android), Analista de cibersegurança e Scrum master Carreiras do futuro - Arquitetos de segurança, Detetives de dados, Engenheiros de inteligência artificial e Especialistas em transformação digital Habilidades comportamentais – Visão de negócios, Comunicação, Relacionamento interpessoal, Agilidade e Inovação Habilidades técnicas - Metodologia ágil, Cloud, DevOps, Dados, Cibersegurança Perspectiva de remuneração em 2021: Coordenador de Segurança da informação: de R$ 13.200 a R$ 21.000 Cientistas/engenheiros de dados: de R$ 13.100 a R$ 26.700 Desenvolvedor full Stack Senior: de R$ 9.250 a R$ 18.900 Coordenador de Infraestrutura: de R$ 9.250 a R$ 18.850 Retomada das contratações Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half, diz que a expectativa para 2021 é de que o cenário seja de retomada de contratações, ainda que sem impacto em aumento salarial. De acordo com o Guia Salarial 2021, os principais setores com demanda de contratação serão Tecnologia, Saúde, Agronegócio, Infraestrutura e Logística. “Observamos a aceleração dos esforços de transformação digital, o desenvolvimento de práticas virtuais de contratação e integração de um novo colaborador e outros modelos de trabalho. Não foram apenas ajustes pontuais na maneira de operar, recrutar e oferecer produtos e serviços, são também indicadores precoces de como será o futuro do trabalho”, aponta Mantovani. Habilidades comportamentais Na opinião de 56% dos executivos brasileiros, as habilidades comportamentais serão cada vez mais demandadas no mundo pós-pandemia. As cinco soft skills mais apontadas por eles são: pensamento estratégico, comunicação, agilidade, inovação e adaptabilidade. Trabalho remoto De acordo com o levantamento da Robert Half, 62% dos executivos aprovam o trabalho remoto e tiveram experiência positiva durante a pandemia. Entre os empregadores, 74% apoiam contar com uma equipe de trabalho híbrida (parte home office e parte no escritório). Novos benefícios Para 53% dos empregadores, os salários não devem sofrer grandes variações em 2021. Por outro lado, a pandemia alterou a visão dos colaboradores sobre os benefícios oferecidos pelas empresas. Na opinião de 86% dos profissionais, seria interessante se alguns dos auxílios mudassem daqui para frente - 71% dos profissionais consideram o pacote de benefícios antes de aceitar uma proposta e, quando ele não atende a todas as suas necessidades, esses candidatos buscam melhor negociação salarial. Outra mudança é que 80% dos profissionais não veem home office como um benefício, mas como novo modo de trabalho para seguir no longo prazo. Os oito benefícios mais importantes são: assistência médica, vale-refeição, vale-alimentação, assistência odontológica, aportes na previdência privada, notebook, auxílio financeiro para montar o home office e auxílio estudo. Assista à live Agora é assim sobre trabalho pós-pandemia:
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22/10 - Governo acelera negociações com devedores, recupera R$ 35 bilhões e planeja 'passaporte tributário'
No momento em que cresce no Congresso a pressão por um novo Refis (Programa de Recuperação Fiscal) para salvar empresas afetadas pela pandemia, o governo acelera a negociação com devedores inscritos na dívida ativa da União. De dezembro até 30 de setembro, por meio da chamada Lei da Transação, a Procuradoria-Geral da Fazenda (PGFN) conseguiu recuperar R$ 35 bilhões, valor antecipado ao blog. O instrumento tem tido tanto sucesso que o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu propor como quinta etapa da reforma tributária a ser enviada ao Congresso uma proposta de "passaporte tributário"; Pela proposta, empresas terão facilidade de negociar dívidas ao aceitar migrar para um novo regime de tributação. O governo enviou ao Congresso a primeira de cinco etapas da proposta de reforma tributária — a unificação de tributos federais (veja as demais ao fim do texto). Fontes da área econômica ouvidas pelo blog relatam que aumentou o número de pedidos para que o governo crie novos Refis. Por esse mecanismo, o governo perdoa multas e parcela débitos de empresas — sob o pretexto de que a pandemia inviabilizou o pagamento de tributos. Há no Congresso uma série de propostas que vão desde o perdão de dívidas para alguns setores até a possibilidade de quitação em 2021 tributos diferidos durante a pandemia, e que deveriam ser pagos ainda em 2020. As negociações realizadas pela PGFN miram os devedores com a pior "qualidade" de dívida ativa. Há um ranking que classifica as dívidas de A a D, . A última é aquela em que há poucas chances de pagamento. O foco da Procuradoria da Fazenda são justamente devedores C e D. Diferente de um Refis, em que todos os devedores têm as mesmas condições — em geral situações que acabam por premiar empresas que não quitam tributos —, a Lei da Transação negocia casos específicos com a iniciativa privada. Segundo Paulo Guedes, a União tem mais de R$ 1 trilhão em contenciosos tributários. Parte da disfuncionalidade que leva ao maior endividamento pode ser resolvida com uma reforma e simplificação tributária. Por isso, a equipe econômica planeja ampliar, via Lei da Transação, a adequação das empresas a um novo sistema ainda em fase de análise no Congresso. A lei foi aprovada pelo Congresso em abril, mas valia desde dezembro por meio da medida provisória do Contribuinte Legal, que permitiu ao governo possibilidades mais amplas de acordos para o pagamento de dívidas tributárias, diminuindo ainda os conflitos judiciais com os contribuintes. A lei foi idealizada para evitar novos Refis. O último ocorreu em 2016. Governo toma medida para estimular regularização de dívidas com a União Reforma tributária As etapas planejadas pelo ministro Paulo Guedes para a reforma tributária são as seguintes: Criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) a partir da unificação de PIS e Cofins Mudanças no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e impostos seletivos (chamado de "sin tax") Mudanças no Imposto de Renda Pessoa Física e Jurídica Tributo Digital para viabilizar desoneração da folha das empresas Passaporte Tributário para as empresas migrarem ao novo regime tributário
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22/10 - Auxílio Emergencial: 5,4 milhões terão acesso a parcela do benefício nesta quinta
Beneficiários do Bolsa Família com NIS final 4 vão receber 2ª parcela de R$ 300. Caixa também libera saques e transferências para trabalhadores fora do programa aniversariantes em novembro. Mais 5,4 milhões de pessoas terão acesso a parcelas do Auxílio Emergencial nesta quinta-feira (22). Vão receber a 2ª parcela de R$ 300 os 1,6 milhão de trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, cujo número final do NIS é 4. Também nesta quinta, a Caixa Econômica Federal (CEF) libera saques e transferências de novas parcelas do Auxílio Emergencial para 3,8 milhões de beneficiários do programa que não fazem parte do Bolsa Família, que tiveram o dinheiro creditado em poupança social digital no último dia 28 de setembro. Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Para quem é do Bolsa Família, o auxílio é pago da mesma forma que o benefício original. Outras duas parcelas de R$ 300 ainda serão pagas, em novembro e em dezembro. Para os trabalhadores fora do Bolsa, os saques são de parcelas do benefício original, de R$ 600. Os beneficiários já podiam usar os recursos para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual (veja no calendário mais abaixo). Auxílio emergencial: veja as mudanças em 1 minuto Parcelas extras de R$ 300 No final de setembro, o governo divulgou as datas de pagamento das parcelas extras do Auxílio, de R$ 300, para beneficiários fora do Bolsa Família. Veja aqui como ficou o calendário, e aqui para tirar dúvidas sobre as novas parcelas. VEJA QUEM PODE MOVIMENTAR A PARTIR DESTA QUINTA: Trabalhadores do Bolsa Família cujo número do NIS termina em 4: vão receber a 2ª parcela de R$ 300 Trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app poderão sacar ou transferir: 3,8 milhões de nascidos em novembro: - aprovados no primeiro lote poderão sacar a quinta parcela; - aprovados no primeiro lote, mas que tiveram o benefício suspenso, poderão sacar a quinta parcela - aprovados no segundo lote poderão sacar a quarta parcela; - aprovados no terceiro lote poderão sacar a terceira parcela; - aprovados no quarto lote poderão sacar a terceira parcela; - aprovados no quinto lote poderão sacar a segunda parcela; - aprovados no sexto lote poderão sacar a segunda parcela; - aprovados no sétimo lote poderão sacar a primeira parcela; - reavaliados (que tiveram o benefício suspenso em agosto) poderão sacar todas as parcelas já recebidas em poupança digital Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Clique aqui para ver o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial. Veja os últimos vídeos sobre o Auxílio Emergencial t
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22/10 - BDRs são liberados para pequenos investidores nesta quinta-feira
Nova possibilidade permite que se invista em companhias de capital aberto fora do país – como Apple, Amazon, Google e outras – sem a necessidade de abrir conta em corretoras no exterior. A B3, bolsa de valores de São Paulo, abre nesta quinta-feira (22) a possibilidade de que investidores comuns negociem BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Tratam-se de títulos lastreados em ETFs e ações de empresas estrangeiras negociadas dentro do Brasil. Essa nova possibilidade permite que se invista em companhias de capital aberto fora do país – como Apple, Amazon, Google e outras – sem a necessidade de abrir conta em corretoras no exterior. Antes da mudança, apenas investidores qualificados (com mais de R$ 1 milhão em investimentos) tinham acesso a esse produto financeiro. Saiba mais sobre BDRs no podcast Educação Financeira. PODCAST: BDRs e outras oportunidades de investimento no exterior A B3 determinou que só serão acessíveis os BDRs não patrocinados e de "mercados reconhecidos". Inicialmente, foram assim classificados a Nyse (New York Stock Exchange) e da Nasdaq Stock Market (“Nasdaq”). Segundo a B3, serão avaliados posteriormente a inclusão de outras bolsas estrangeiras. O acesso aos BDRs era um pedido antigo de entidades do mercado, em especial depois que empresas brasileiras muito esperadas na bolsa decidiram abrir capital fora do país, como a XP Inc, PagSeguro e Stone. A Comissão de Valores Mobiliários havia aprovado a abertura de negociação de BDRs em agosto, mas a B3 pediu mais tempo para criar um regulamento próprio. Ibovespa volta a ultrapassar 100 mil pontos, com declarações feitas por Guedes e Maia O intervalo também serviu para que corretoras adaptassem os seus canais para que os serviços de home brokers pudessem oferecer a alternativa ao público de varejo. Nesta terça-feira (20), a CVM deu aval à alteração do Regulamento para Listagem e do Manual do Emissor da B3, permitindo que se abram as negociações. Em nota, a B3 afirma que a expectativa é "fomentar o mercado nacional, aumentando a diversidade de produtos disponíveis ao investidor local, incluindo o varejo, que demanda uma crescente diversificação de portfólio e exposição a ativos estrangeiros, e também incrementar as oportunidades de captação de recursos pelos emissores”. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia
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22/10 - Veto de Bolsonaro à prorrogação da desoneração da folha será votado no dia 4, diz Alcolumbre
Presidente do Congresso convocou sessão para a primeira semana de novembro. Parlamentares já aprovaram manter desoneração de 17 setores até 2021, mas Bolsonaro vetou medida. O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), anunciou nesta quarta-feira (21) que pretende colocar em votação no próximo dia 4 o veto do presidente Jair Bolsonaro à prorrogação, até 2021, da desoneração da folha de pagamento. Bolsonaro vetou em julho o dispositivo que prorrogava até o ano que vem a desoneração da folha das empresas de 17 setores da economia e que empregam mais de 6 milhões de pessoas. A prorrogação até 2021 foi incluída pelo Congresso na medida provisória que permitiu a redução da jornada de trabalho e do salário em razão da pandemia do novo coronavírus. Com o veto, a desoneração acaba no final deste ano — a não ser que o Congresso derrube o ato do presidente. "A votação na sessão no Congresso prevê a votação do veto da desoneração. Então, dia 4 de novembro, eu pretendo colocar todos os PLNs que estão pendentes na pauta e todos os vetos”, disse Alcolumbre. Na terça, trabalhadores voltaram a pedir derrubada do veto à prorrogação da desoneração da folha O presidente do Senado confirmou a agenda durante a sessão que aprovou a indicação do desembargador Kassio Marques para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ao fim, em entrevista, Alcolumbre reafirmou a data. Os PLNs citados pelo senador são projetos de lei do Congresso – em geral, autorizações para o governo incluir gastos no orçamento do ano atual. Eles só podem entrar em votação se não houver vetos presidenciais pendentes "trancando" a pauta. O veto à prorrogação das desonerações, por exemplo, está trancando a pauta do Congresso desde o início de agosto. Alcolumbre disse acreditar que, mesmo com a proximidade das eleições municipais, conseguirá reunir o número mínimo de deputados e senadores para realizar a sessão do Congresso. Será permitida a participação virtual dos parlamentares. A desoneração Lei sancionada em 2018 pelo então presidente Michel Temer estabeleceu a reoneração da folha de pagamento de 39 setores da economia que antes tinham esse benefício fiscal. No entanto, na ocasião, foi mantida a desoneração até o fim de 2020 para empresas de 17 segmentos. O prazo foi estendido pelo Congresso Nacional em texto incluído na medida provisória que reduziu a jornada de trabalho. As empresas desses setores, em vez de contribuírem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre a folha de pagamento com alíquota de 20%, pagam um percentual – até 4,5% a depender do setor – sobre o valor da receita bruta. Comissão de Orçamento Davi Alcolumbre também disse que espera conseguir resolver, na mesma semana, o impasse que impede os trabalhos da Comissão Mista de Orçamento, a fim de destravar a discussão do orçamento de 2021. O esforço concentrado na primeira semana de novembro deve incluir, ainda, uma tentativa de votar o projeto que prevê autonomia do Banco Central. Senadores chegaram a pedir que o tema entrasse na pauta desta quarta, mas houve discordância entre os líderes partidários e a votação foi adiada. "Será uma agenda muito importante do ponto de vista da economia. Especialmente, posso falar da votação importantíssima que ficou definida hoje, que é a autonomia do Banco Central", disse. Kassio Marques Alcolumbre avaliou que a aprovação do desembargador Kassio Marques para o STF, com 57 votos a favor e 10 contrários, ocorreu graças à biografia do jurista e as conversas que ele manteve com senadores para se apresentar. Indicação de Kassio Marques para o STF é confirmada pelo Senado "Acho que foi uma votação expressiva pela biografia e pela história do desembargador Kassio, e pela honrosa missão que terá agora de fazer parte da Suprema Corte", disse. Marques foi a primeira indicação de Bolsonaro para o STF. Ele foi sabatinado nesta quarta e aprovado pelo plenário para substituir o ministro Celso de Mello, que se aposentou. Chico Rodrigues Alcolumbre também comentou o pedido de licença do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado pela Polícia Federal com dinheiro na cueca. Senador Chico Rodrigues pede licença de 121 dias "A licença é a autonomia que cada parlamentar tem de escolher o momento de se licenciar do mandato, todos fazem isso", disse Alcolumbre. Quem deve assumir o mandato é o primeiro suplente, Pedro Arthur Ferreira Rodrigues, filho do parlamentar. O ex-vice-líder do governo no Senado foi flagrado com R$ 33 mil na cueca na semana passada, durante uma operação que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do parlamentar.
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22/10 - América Móvil reduzirá investimentos de US$ 8 bilhões para US$ 6 bilhões em 2020
Presidente do grupo, dono da Claro, diz que isolamento provocado pela pandemia mostrou que as redes são fortes e foram capaz de aguentar o aumento do tráfego. América Móvil é dona da Claro G1 O isolamento total (“lockdown”) provocado pela pandemia de Covid-19 mostrou ao grupo mexicano América Móvil, dono da Claro no Brasil, que suas redes de telecomunicações são muito fortes e que foi possível gerenciar o aumento do tráfego em todos os países. No entanto, a crise dificultou a execução de operações, contribuindo para redução entre 25% e 30% dos investimentos previstos para 2020 em relação ao valor originalmente previsto. Com isso, em vez de US$ 8 bilhões, o grupo deverá investir US$ 6 bilhões. As informações são de Daniel Hajj, presidente da América Móvil, que conversou com analistas por teleconferência para explicar os resultados do terceiro trimestre fiscal. O executivo acrescentou que projetos desnecessários no momento sofrerão um atraso. Hajj não quis revelar qual o volume de investimento que está sendo planejado para 2021, mas afirmou que será certamente maior do o de 2020. O executivo considerou interessante que muitos fornecedores estão reduzindo preços e seguindo para novas tecnologias, o que tem ajudado o grupo mexicano na sua contenção de recursos. “Não perdemos nada [...], não vamos parar de crescer, não estamos perdendo qualidade, não estamos limitando a capacidade, não vamos interromper, o que é muito importante, todas as coisas digitais que estamos fazendo na companhia”, afirmou, sobre o encolhimento do capex. De acordo com o executivo, a resiliência das redes em meio à forte expansão do tráfego é resultado dos investimentos que o grupo vem fazendo ao longo dos últimos três anos na infraestrutura e no trecho final das redes que chegam no domicílio dos clientes. Hajj disse que não sabe o que vai acontecer em 2021, mas que telecomunicação se tornará cada vez mais importante na vida das pessoas e que o “lockdown” acelerou muito o processo digital. “E isso está sendo atendido pelo capex”, afirmou. Indagado por um analista se a companhia vai se afastar de fornecedores tradicionais de rádio (estação radiobase), como Nokia, Ericsson e Huawei, preferindo Fujitsu, por exemplo, o executivo disse que essa mudança talvez não ocorra com rádio, mas em outras linhas, pois estão surgindo novos fornecedores para novas tecnologias. Explicou que rádio é uma parte pequena do investimento, enquanto se emprega muito em backbone e sistemas digitais. Desempenho no 3º trimestre Nos resultados divulgados na noite de ontem, o grupo anunciou receita de 260 bilhões de pesos mexicanos (US$ 11,77 bilhões pela cotação média de setembro) no terceiro trimestre de 2020. O resultado representa crescimento de 4,7% na moeda mexicana frente a igual período de 2019, enquanto a receita de serviços avançou 5,4%. À taxa de câmbio constante, a receita de serviços aumentou 1,5%. A receita de serviços foi impulsionada pelos ganhos com serviços pré-pagos, que tiveram alta de 2,5%, depois da queda de 2% no trimestre anterior. O lucro operacional cresceu 18,4%, para 45,1 bilhões de pesos (US$ 2,04 bilhões), ajudando o lucro líquido aumentar 44,6%, para 18,9 bilhões de pesos no terceiro trimestre (US$ 855,34 milhões). O desempenho foi obtido mesmo com os custos financeiros de 22,4 bilhões de pesos terem crescido 82% em base anual, destacou o grupo mexicano. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de 86,5 bilhões de pesos, com uma alta de 10,1% na moeda mexicana. Pela taxa de câmbio constante, o Ebitda cresceu 7,2%, mais de duas vezes que no trimestre anterior, segundo a companhia. Brasil lidera O grupo encerrou setembro com 281 milhões de assinantes de serviços móveis, após adições líquidas (o saldo entre ganho e perda de clientes) de 3,2 milhões. A base pós-paga cresceu 5,7% operacionalmente. Na rede fixa são 81 milhões de usuários, o que perfaz um total de 362 milhões de linhas de acesso. A América Móvil informou que o Brasil lidera o grupo em termos de crescimento do pós-pago, com 1,8 milhão de assinantes, seguido pela Áustria (241 mil) e Colômbia (142 mil). No encerramento do trimestre, a base pré-paga tinha 186 milhões de assinantes, após adicionar 1,2 milhão no México, cerca de 300 mil na Colômbia e igual número no Equador, e 237 mil no Peru. Na rede fixa, o grupo conquistou 446 mil novos clientes de banda larga. Contudo, no segmento de TV por assinatura, houve 243 mil desligamentos no trimestre, sendo que em telefonia fixa a queda foi de 242 mil. Em relação ao desempenho do grupo Claro no Brasil, a controladora informou que as receitas subiram 1,1%, para R$ 9,8 bilhões ante um ano antes, com as receitas de serviços praticamente estáveis em 0,3%. Já as receitas dos serviços móveis cresceram 8,1% no período, enquanto na telefonia fixa caíram 5,1%. As receitas de serviço móvel foram impulsionadas pela forte recuperação das receitas pré-pagas, que saíram de queda de 1,0% no segundo trimestre para alta de 5,1% no terceiro, e pela continuação do desempenho aquecido das receitas pós-pagas, que tiveram alta de 9% no trimestre. Ainda sobre os resultados no Brasil, o grupo mexicano destacou que, na plataforma de telefonia fixa, as receitas de banda larga continuaram crescendo no mesmo ritmo do segundo trimestre (9,9%). Mas em TV paga, a tendência de queda nas receitas se acelerou para 13,6% (era 11,7% trimestre anterior), acompanhando a redução de acessos em TV por assinatura.
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21/10 - TCU recomenda ao BC que avalie efeito das reservas cambiais sobre a dívida pública
País possui estoque de US$ 357 bilhões atualmente. Sede do Tribunal de cotnas da União (TCU), em Brasília. Divulgação/TCU O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (21) uma recomendação para que o Banco Central (BC) passe a realizar avaliações periódicas sobre a relação custo benefício da manutenção das reservas cambiais do país, atualmente em US$ 357 bilhões. Conforme antecipado pelo Valor, a área técnica do TCU emitiu um alerta sobre o elevado peso que as reservas internacionais exercem sobre o endividamento do país. O entendimento dos auditores, ratificado pelo plenário, é de que as reservas têm grande importância em termos de credibilidade e segurança econômica, mas que seus custos não poderiam ser ignorados. O levantamento mostra que em 2018 a contribuição das operações com reservas internacionais para a dívida bruta era de 11,5%, número duas vezes maior do que os 5,7% registrados em 2007. O grande salto foi observado até 2011 e desde então essa participação vem se mantendo no patamar dos 11%, considerado elevado. Sempre que o BC emite reais para comprar dólares — e aplica esses recursos em títulos do Tesouro americano —, em seguida realiza operações compromissadas para enxugar a liquidez no mercado. Nessas transações, o BC entrega títulos do Tesouro Nacional que estão em sua carteira com o compromisso de recompra-los no futuro, mediante pagamento de juros bem superiores aos que recebe com os papeis americanos. Com a explosão da dívida pública, que se aproxima de 100% do Produto Interno Bruto (PIB), o TCU acredita que o papel das reservas deve ser olhado com maior atenção. Não se trata de determinar, ou mesmo recomendar, aumento ou redução do estoque, mas de analisar um patamar ideal.
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21/10 - Pelosi diz que ainda há perspectiva para um pacote de auxílio nos EUA
Nesta quarta-feira (21), a presidente da Câmara dos Estados Unidos seguiu em negociação com o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin. Acordo pode sair depois da eleição presidencial. A presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse nesta quarta-feira (21) que ainda há a perspectiva de um acordo sobre mais auxílio em resposta à Covid-19, apesar da resistência dos republicanos do Senado, e acrescentou estar otimista de que um consenso será alcançado, mas disse que isso pode não acontecer antes das eleições. Pelosi, que atualmente ocupa o mais alto cargo entre os democratas eleitos, continuou as tratativas com o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, na tarde desta quarta-feira, e um porta-voz da presidente afirmou que eles estavam mais perto de "colocar tinta no papel", em referência à elaboração de um texto legislativo. Mais cedo, em entrevista à MSNBC, Pelosi afirmou querer que o projeto fosse aprovado antes das eleições de 3 de novembro, embora o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, não tenha sido um entusiasta apoiador. "Estou otimista, porque mesmo com o que Mitch McConnell diz -'Não queremos fazer isso antes das eleições' - vamos continuar trabalhando para que possamos fazer isso depois das eleições", disse ela à MSNBC. "Queremos isso antes, mas, novamente, quero que as pessoas saibam, a ajuda está a caminho." O presidente Donald Trump, que está atrás nas pesquisas nacionais de intenção de votos a apenas dias da data das eleições, tem cada vez mais pedido por medidas, mas uma proposta de alívio abrangente tem encontrado resistência entre os republicanos do Senado. Joe Biden lidera intenções de voto com margem de 9 pontos percentuais sobre Trump Pacote de trilhões Pelosi e Mnuchin estão acertando detalhes de um pacote de alívio que pode ficar na casa dos US$ 2,2 trilhões, montante pelo qual os democratas têm pressionado por meses. McConnell não quer apresentar ao Senado um grande projeto de alívio relacionado ao coronavírus antes das eleições, disse um assessor republicano, enquanto tenta confirmar a nomeação da indicada de Trump para a Suprema Corte, Amy Coney Barrett. Um homem passa por uma loja que está fechando devido à crise provocada pela pandemia de coronavírus em Winnetka, Illinois, nos EUA, em foto de junho de 2020 Nam Y. Huh/AP O chefe de gabinete de Trump, Mark Meadows, afirmou nesta quarta-feira que a Casa Branca agora mira US$ 1,9 trilhão em alívio. Meadows conversou com a Fox News após almoçar com senadores republicanos, os quais, segundo ele, estão preocupados com política, bem como com o custo de um novo pacote. "Não acho que nossas chances melhoram após a eleição", disse Meadows à Fox. Alguns republicanos do Senado também disseram nesta quarta-feira que pode ser mais difícil conseguir que um pacote de alívio seja aprovado após as eleições. "Se vamos fazer isso neste ano, acho que é agora ou nunca", disse o senador Roy Blunt. Outros republicanos continuaram a expressar preocupação com as propostas em discussão. O senador Steve Daines, que está numa acirrada campanha por reeleição pelo Estado de Montana, disse que um "grande ponto de discórdia" são os gastos propostos pelos democratas em ajuda aos governos estaduais e locais e que se opõe à ideia de que alguns Estados com problemas orçamentários sejam "resgatado" por outros. "Queremos que algo seja aprovado, mas fazer com que os contribuintes de Montana salvem a Califórnia e Nova York não é a coisa certa a se fazer." Os republicanos do Senado propuseram um auxílio menor e direcionado para ajudar uma economia que ainda se recupera da pandemia, que infectou 8,3 milhões de norte-americanos. Mas os democratas parecem igualmente determinados a não concordar com propostas de auxílio direcionado, à medida que um acordo abrangente mais amplo parece próximo. Um plano de auxílio republicano de US$ 500 bilhões não conseguiu superar uma obstrução processual no Senado nesta quarta-feira, quando os democratas votaram para bloqueá-lo. O porta-voz de Pelosi, Drew Hammill, escreveu no Twitter que Pelosi e Mnuchin conversariam novamente na quinta-feira. Depois de aprovar rapidamente mais de US$ 3 trilhões em alívio meses atrás, com o objetivo de enfrentar o grave dano humano e econômico causado pela pandemia de Covid-19, o Congresso não passou nenhuma nova medida desde abril para responder a uma doença que matou mais de 221 mil norte-americanos. Trump insiste que um acordo bipartidário entre Pelosi e Mnuchin receberia o número de votos necessários para a aprovação no Senado, onde os republicanos detêm uma maioria de 53 a 47. Com pesquisas de opinião mostrando eleitores culpando Trump pela forma como tem lidado com a pandemia, os republicanos também correm o risco de perder a maioria no Senado. Isso fez com que alguns membros voltassem às tradicionais preocupações republicanas sobre disciplina fiscal. Eleição nos EUA 2020: como Trump ainda pode ganhar a disputa pela Presidência Veja as últimas notícias de economia
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21/10 - Processo contra o Google nos EUA: veja o que se sabe
Empresa é acusada de abuso de poder e concorrência desleal por causa do seu sistema de buscas. Especialistas comentam possíveis desdobramentos. Veja 5 pontos sobre do processo contra o Google nos EUA O Google é alvo de um processo aberto pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, acusado de usar seu poder de mercado para impedir a concorrência. A ação, iniciada na última terça-feira (20), está relacionada ao domínio do sistemas buscas na internet da companhia. Segundo o processo, o Google abusa do seu poder ao pagar outras empresas – como fabricantes de celulares e operadoras – para manter seu sistema como o padrão. E, assim, também detém o monopólio no mercado de anúncios nessas páginas. A companhia diz que a ação é falha e nega irregularidades. É o maior processo do tipo em 20 anos nos EUA, e pode levar anos para chegar ao fim. Veja o que se sabe até agora sobre a ação. Do que o Google é acusado? A ação se baseia nas leis antitruste, que existem para manter uma concorrência de mercado de um modo saudável, sem que empresas façam uso de poder econômico para gerar monopólios artificiais. Na prática, essas regras evitam distorções nos preços e garantem estímulo à inovação das empresas, explicam especialistas ouvidos pelo G1. Para os procuradores americanos, o Google abusa do seu poder ao pagar outras companhias – como fabricantes de telefones celulares, operadoras e navegadores web – para manter seu sistema de buscas como o padrão. O Departamento de Justiça considera que se trata de uma rede ilegal de acordos comerciais exclusivos e interligados que excluem concorrentes. A Apple, fabricante do iPhone, é citada no processo como uma das empresas que fazem parte desses acordos. No processo, os procuradores afirmam que a companhia é tão dominante que "Google" não é somente um substantivo para identificar a companhia e seu motor de buscas, mas também um verbo que significa fazer buscas na internet. As práticas do Google também teriam permitido à empresa manter um monopólio no mercado de publicidade nas buscas, com o "poder de cobrar mais do que poderia e reduzir a qualidade do serviço", de acordo com o Departamento de Justiça. O mercado de publicidade digital é a principal fonte de receitas da companhia. Monopólio é ilegal? A liderança da empresa no mercado, por si só, não é ilegal, explica Luciana Martorano, secretária geral da comissão de defesa da concorrência da OAB-SP, ao G1. "O monopólio é uma situação econômica, não é um ilícito, já que ele pode ser atingido pela eficiência de uma empresa. O que é ilegal é o abuso do poder de mercado", disse a advogada. Maria Cibele Crepaldi, especialista em direito das relações econômicas, reforça esse caráter de abuso. “No caso do Google, a acusação é que estão pagando para que o produto deles seja sempre o escolhido; o produto deles monopolizaria o mercado porque eles estão pagando”, afirma. Para as autoridades americanas, essas práticas impedem o surgimento "do novo Google". "Se não aplicarmos as leis antimonopólio, que permitem a competição, podemos perder a próxima onda de inovação. E se isso acontecer, os americanos podem nunca chegar a ver o próximo Google", disse Jeffrey Rosen, número 2 do Departamento de Justiça, ao Jornal Nacional. O Google é o buscador mais usado pelas pessoas nos celulares nos EUA: 95% das pesquisas passam pelo sistema da companhia, segundo a empresa de análise StatCounter. Nos computadores, esse percentual é de 81%. O Departamento de Justiça aponta que 60% das buscas em geral passam por "acordos exclusionários", e que quase a metade das pesquisas restantes são realizadas por produtos da própria empresa, como o navegador Chrome. Além dele, o Google também desenvolve sistemas operacionais para celulares, o Android, usado na maioria dos aparelhos vendidos no mundo. O que diz o Google A gigante da tecnologia se defendeu dizendo que o processo é profundamente falho e não vai ajudar os consumidores porque, "ao contrário, ofereceria artificialmente alternativas de baixa qualidade, elevaria o preço dos telefones e dificultaria o acesso aos serviços de busca que as pessoas querem usar". "As pessoas usam o Google porque querem - não porque são forçadas ou porque não conseguem encontrar alternativas", disse a empresa. Outro argumento de defesa da gigante da tecnologia foi que “como inúmeras outras empresas”, o Google pagaria para promover os seus serviços. “Outros mecanismos de pesquisa, incluindo o Bing, da Microsoft, competem conosco por esses acordos. E nossos contratos foram avaliados por repetidas avaliações antitruste”, disse o Google. Para Maria Cibele Crepaldi, isso não é uma garantia de que a companhia não tenha realizado práticas ilegais. “O fato de outras empresas fazerem o mesmo não quer dizer nada”, afirma. "Talvez a forma como as outras empresas façam podem não implicar na forma de concorrência. Tudo tem que ser verificado. Da mesma forma como o Departamento de Justiça vai ter que mostrar (que acusações se sustentam)”, acrescentou. Quem encabeça a ação contra o Google? A ação foi movida pelo Departamento de Justiça dos EUA, um órgão equivalente a um ministério, e que está ligado à Presidência daquele país. Os procuradores, por exemplo, possuem partido. E, embora o processo tenha sido aberto sob a tutela do procurador republicano William Barr, durante o mandato de Donald Trump, a ação também tem apoio dos democratas. Arkansas, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Indiana, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Missouri, Montana e Texas, os 11 estados que aderiram à ação até agora, têm procuradores-gerais republicanos. Os procuradores democratas de Nova York, Colorado e Iowa disseram que devem concluir suas próprias investigações sobre o Google nas próximas semanas. Departamento de Justiça dos Estados Unidos abre processo contra o Google O Google já sofreu processos parecidos? A gigante da tecnologia já sofreu ações parecidas na União Europeia. Em 2018, o bloco multou a empresa em 4,3 bilhões de euros por abusar da posição de liderança do Android, seu sistema para celulares e tablets, com o objetivo de garantir a hegemonia de seu serviço de busca on-line. Não foi a única vez que a Europa puniu o Google, que também sofreu multas em 2017 e 2019 por práticas que afetavam o mercado da concorrência. A companhia também está sob o escrutínio de parlamentares americanos. Em julho de 2020, o presidente-executivo da Alphabet (empresa dona do Google), Sundar Pichai, foi interrogado pelo Congresso dos EUA ao lado de Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon) e Tim Cook (Apple). No início do mês, uma comissão da Câmara dos Deputados dos EUA concluiu uma investigação sobre possíveis práticas anticompetitivas de Apple, Amazon, Facebook e Google. Saiba mais: Comissão do Congresso dos EUA aponta práticas anticompetitivas de Apple, Amazon, Facebook e Google De acordo com os parlamentares, as empresas “se tornaram os tipos de monopólios vistos pela última vez na era dos barões do petróleo e magnatas das ferrovias”. A ação atual não está relacionada com as conclusões dessa comissão. O que pode acontecer com o Google? Processos como esse podem levar anos até serem concluídos, e há um longo caminho até que as consequências fiquem claras. "Tudo depende da proporção que a investigação vai tomar, por se tratar de uma empresa relevante, e de uma ação que vai ter uma repercussão imensa, acredito que vá ser um processo demorado, no mínimo de um ano", disse a especialista Luciana Martorano. Para o advogado e economista Renato Opice Blum, especialista em direito digital e proteção de dados, as possíveis punições para o Google podem ser variadas. "Desde a aplicação de multa até a separação de empresas, restrição de atuação em ramos das empresas e daí por diante", disse. É possível que o Departamento de Justiça determine a divisão do Google, mas essa hipótese ainda não foi mencionada com clareza por procuradores. Questionado em uma coletiva de imprensa sobre essa possibilidade, Ryan Shores, do Departamento de Justiça, disse somente que “nada está fora de cogitação”. Ele destaca que existe uma tradição nos EUA sobre esses processos contra grandes empresas. Uma alternativa de acordo também é possível, como aconteceu com a Microsoft em 2001. Atualmente, o Google tem mais de US$ 120 bilhões em caixa, e sua avaliação de mercado está em mais de US$ 1 trilhão. "O desmembramento poderia ser aplicado, mas acho que a autoridade teria sérias dificuldades para fazer essa condenação parar de pé na Justiça dos EUA", afirmou Luciana Martorano. Pode haver repercussão no Brasil? De acordo com os especialistas, os princípios das leis antitruste americanas são parecidas com as do Brasil. "As diferenças principais ocorrem na parte procedimental e na estruturação dos órgãos de proteção à concorrência", explica Opice Blum. Por esse motivo, ações que foram abertas nos EUA e na Europa motivaram ações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas acabaram arquivadas. É o caso daquela em que o Google teria colocado a função "shopping" em posição privilegiada dentro dos resultados de seu buscador na internet, encerrada pela autoridade brasileira em 2019. A advogada Luciana Martorano ressalta, no entanto, que há uma comunicação entre o Cade com outras autoridades antitruste do mundo, principalmente quando empresas multinacionais estão envolvidas. Para a especialista Maria Cibele Crepaldi, é possível que o processo do Departamento de Justiça tenha repercussão no Brasil. “A partir do momento que você tem os mesmos atores (Google e Apple) no Brasil, e se for identificado pelas autoridades, o Cade poderia ingressar com uma ação aqui”, disse. Maior ação em 20 anos nos EUA Essa é a maior ação antitruste em 20 anos nos EUA. Ela é comparável ao processo contra a Microsoft, movido em 1998 – o caso é citado como um precedente pelos procuradores. Na época, o processo estava relacionado com a prática da empresa de forçar fabricantes de computadores tornarem o navegador Internet Explorer o padrão em suas máquinas. Em 2001, o Departamento de Justiça dos EUA decretou a divisão da Microsoft em duas empresas, mas a companhia recorreu, fechando um acordo que determinou o compartilhamento de interfaces de programação do Windows com outras empresas. Veja os vídeos mais assistidos do G1
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21/10 - Bolsas de NY recuam com negociações sobre estímulos fiscais no foco
O Dow Jones fechou em queda de 0,35%, enquanto o S&P 500 recuou 0,22% e o Nasdaq caiu 0,28%. Bandeira dos EUA em frente à Bolsa de Chicago John Gress/Reuters Os índices acionários de Nova York fecharam em queda nesta quarta-feira (21), depois de oscilarem ao longo da sessão, com os investidores avaliando as perspectivas de aprovação de um pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos. O Dow Jones fechou em queda de 0,35%, a 28.210,82 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,22%, a 3.435,56 pontos, e o Nasdaq caiu 0,28%, a 11.484,69 pontos. As ações foram impulsionadas na terça-feira (21) pelos comentários da presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, que disse que “todos queremos chegar a um acordo. Nossa economia precisa disso”, em entrevista concedida na tarde de terça (20) à agência Bloomberg. “Estou otimista”, acrescentou. Mas a maioria dos investidores parece bastante cética de que um acordo possa ser aprovado — e muito menos implementado — antes da eleição presidencial, marcada para o dia 3 de novembro. Mesmo que Pelosi e a Casa Branca cheguem a um acordo, o projeto ainda precisaria passar pelo Senado americano, e a expectativa é que vários dos senadores republicanos rejeitem o pacote, sobretudo se ele se aproximar dos US$ 2 trilhões, como é esperado. "Apesar do tom otimista e de um ligeiro estreitamento das diferenças, as chances de um estímulo fiscal pré-eleitoral continuam sendo muito baixas", disse o economista-chefe de política para os Estados Unidos do Goldman Sachs, Alec Phillips. Segundo ele, algumas das maiores divergências entre as partes permanecem sem solução e um acerto não parece particularmente próximo. Phillips afirma que a principal área de progresso nos últimos dias foi sobre os testes de Covid-19 e rastreamento. "No entanto, as questões mais espinhosas — ajuda fiscal aos Estados e proteções de responsabilidades — ainda estão pendentes e não há indicação de que as diferenças tenham diminuído desde a semana passada", disse o analista. Além das negociações de estímulos em Washington, os investidores continuam atentos também à temporada de balanços do terceiro trimestre. A ação da Netflix fechou em queda de 6,92%, depois que a companhia reportou, na noite desta terça-feira, após o fechamento em Wall Street, que o crescimento do número de assinantes desacelerou no terceiro trimestre. O lucro da companhia subiu para US$ 1,74 por ação, mas ficou aquém das expectativas, de US$ 2,13 por ação, de acordo com dados da FactSet. Já a ação da Verizon recuou 0,87%, com a companhia reportando uma queda dos lucros no terceiro trimestre, a US$ 1,05 por ação. A ação chegou a abrir a sessão em alta, com os analistas apontando que a receita estável no período alimenta a confiança na resiliência do setor, mas virou para terreno negativo ao longo da sessão. Já a ação da Snap disparou e fechou em alta de 28,30%, depois da companhia reportar que a sua receita cresceu mais de 50% no trimestre, excedendo significativamente as expectativas dos analistas.
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21/10 - Comércio eletrônico deve chegar a 11% de participação no mercado, diz Goldman Sachs
O banco revisou suas estimativas para o e-commerce brasileiro e projeta crescimento de 53% em 2020, ante 43% das projeções anteriores. E-commerce, comércio eletrônico, Black Friday Divulgação Para o Goldman Sachs, a retomada das operações nas lojas físicas e as menores restrições à mobilidade devem representar uma desaceleração “apenas marginal” para o comércio eletrônico no terceiro trimestre deste ano. O banco revisou suas estimativas para o e-commerce brasileiro e projeta crescimento de 53% em 2020, ante 43% das projeções anteriores, o que representa participação de 11% em todo o varejo do país. De acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (21), os dados de aplicativos das varejistas caminham para uma aceleração de 84% no número de downloads, após passarem quatro semanas em alta de 64%. “Essa aceleração pode sugerir um desvio da consistente tendência de desaceleração observada nos meses de julho a setembro”, afirmam os analistas. Dados da Compre & Confie indicam que no terceiro trimestre deste ano o e-commerce já ultrapassou toda a receita do ano passado, o que, segundo o Goldman Sachs, deve representar uma alta de pelo menos 40% em relação ao mesmo trimestre de 2019. O aplicativo Americanas, da B2W, registrou uma aceleração nas duas últimas semanas, enquanto o aplicativo do Mercado Livre teve taxas de crescimento “voláteis” e se tornou o terceiro da categoria mais baixado neste ano, ultrapassando Casas Bahia, da Via Varejo. Prime Day Já os apps da Amazon e do Magazine Luiza se destacaram no final de semana de 11 de outubro. Para o Goldman Sachs, o app da Amazon se beneficiou da temporada de promoções do Prime Day, enquanto o Magalu trabalhava com uma base de comparação mais baixa. Apps de beleza Segundo estimativas do Goldman Sachs, os downloads de aplicativos do segmento de beleza estão voláteis, com crescimento de 111% entre 28 de setembro e 11 de outubro. Um exemplo é o aplicativo do Boticário, que “seguiu uma tendência similarmente volátil com um crescimento relativo muito mais lento”, apesar de ter avançado mais de 100%. Já o aplicativo da Natura mantém patamar estável, enquanto o da Raia Drogasil segue em queda após atingir um pico de downloads em agosto. Moda No vestuário de moda, a C&A Brasil possui o aplicativo mais baixado no último ano, mas registrou desaceleração na última semana, de 512% para 412% de alta. As Lojas Renner “permanecem voláteis, com tendências inconsistentes”.
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21/10 - TCU cobra plano estratégico do Ministério da Saúde para combate à pandemia da Covid-19
Ministro relator alertou para necessidade de o país estar pronto para eventual 'segunda onda'. Sobre compra de vacinas, disse que critérios devem ser 'técnicos, científicos e objetivos'. Relatório aprovado nesta quarta-feira (21) pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta "falta de planejamento" no enfrentamento à pandemia de Covid-19 pelo governo federal. Segundo o documento, sete meses após ter reconhecido o estado de calamidade pública diante da pandemia, o Ministério da Saúde ainda não tem um plano de estratégia de enfrentamento à crise sanitária do novo coronavírus. O relatório, apresentado pelo ministro Benjamin Zymler, aponta falta de planejamento para compra de insumos, medicamentos e equipamentos e alerta que, apesar de a pandemia no Brasil dar sinais de enfraquecimento, a experiência internacional aponta o risco de uma "segunda onda" – ou até uma "terceira". No acórdão, o TCU determinou que o Ministério da Saúde apresente em 15 dias um plano estratégico de combate à pandemia. O documento deve listar, entre outros pontos, ações para garantir e monitorar o estoque de medicamentos usados para tratamento de casos suspeitos e confirmados de Covid-19. O G1 entrou em contato com o Ministério da Saúde e aguarda retorno. Em julho, TCU apontou baixa execução do orçamento voltado ao combate da Covid-19 “Em um primeiro momento, o cenário era de imprevisibilidade, o que impossibilitava uma melhor definição das ações a serem implementadas. No entanto, assim como foi possível definir o orçamento, atualmente no valor de R$ 43,74 bilhões, era de se esperar uma definição dos objetivos e ações em nível macro correspondentes ao valor alocado e, com uma maior assimilação do cenário, o detalhamento das atividades ou dos projetos a serem desenvolvidos”, afirmou o ministro no processo. Zymler também determinou que o Ministério da Saúde apresente, no mesmo prazo, um plano de testagem que inclua: quantidade de testes a serem adquiridos; o público-alvo dessa testagem; a frequência de realização dos testes. Segundo o ministro, a falta de testagem faz com que haja uma subnotificação de casos, o que provoca distorções no índice de mortalidade. Zymler citou como exemplo o Rio de Janeiro – que, segundo ele, tem baixo índice de casos confirmados mas alta mortalidade ligada à Covid-19, o que poderia ser um indício de déficit nos testes. Em junho, TCU já tinha cobrado diretrizes mais claras do governo no combate à pandemia; relembre CoronaVac Benjamin Zymler também comentou, durante a leitura do voto, a polêmica no governo sobre a vacina CoronaVac. Na terça-feira (20) o Ministério da Saúde anunciou um protocolo de intenções de compra de 46 milhões de doses da vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac. Nesta quarta, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que mandou cancelar o acordo – e o Ministério da Saúde fez mudanças no anúncio do dia anterior. "Nem de longe, o tribunal pretende adentar no terreno de avaliação política. Existe um aspecto político que compete apenas aos agentes públicos eleitos, mas o que se espera é que as decisões sejam feitas com critérios técnicos, científicos e objetivos, já que estamos tratando do principal bem jurídico que é a vida humana", afirmou o ministro. Governo federal voltou atrás nesta quarta sobre compra da CoronaVac, vacina desenvolvida na China Ainda no tema, o TCU determinou que o Ministério da Saúde inclua dados oficiais sobre as iniciativas relacionadas às vacinas no site da pasta. E que diga, junto com essas informações, qual o papel do ministério em cada uma das iniciativas. As determinações fazem parte de uma auditoria do TCU que avalia a atuação do Ministério da Saúde no combate ao novo coronavírus.
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21/10 - Petróleo recua com indicação de queda da demanda por gasolina nos EUA
Os contratos operaram em queda desde o começo do dia e ampliaram as perdas após a divulgação de dados oficiais do Departamento de Energia dos Estados Unidos. Contratos futuros do petróleo fecharam em queda acentuada nesta quarta-feira Gregory Bull, File/AP Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda acentuada nesta quarta-feira (21), pressionados por um relatório semanal amplamente negativo do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês). O contrato do petróleo Brent para dezembro fechou em queda de 3,31%, a US$ 41,73 por barril, na ICE, em Londres, enquanto o do petróleo WTI para o mesmo mês recuou 4,00%, a US$ 40,03 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York. Mesmo que os estoques de petróleo bruto tenham caído na semana passada, o relatório do DoE indicou que a demanda por gasolina caiu mais uma vez na semana passada, indicando que a segunda onda de Covid-19 nos EUA pode estar afetando mais uma vez a recuperação da demanda no país. Além disso, os estoques de gasolina também subiram o correspondente a 1,895 milhão de barris na semana passada, a 227,016 milhões de barris, ante expectativa de queda de 1,5 milhão de barris no período. Os contratos do petróleo operaram em queda desde o começo do dia, pressionados pelos dados de estoques divulgados na terça (20) pelo Instituto Americano de Petróleo (API), mas ampliaram bastante as perdas após a divulgação dos dados oficiais do DoE. Com as perdas desta quarta-feira, ambas as referências do petróleo apagaram não apenas os ganhos que vinham acumulando na semana, mas passaram a terreno negativo também no acumulado de outubro. Os contratos recuam mais de 2% na semana e mais de 0,5% no mês.
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21/10 - Vendas de máquinas agrícolas no Brasil podem crescer até 10% em 2020, diz especialista
Após incertezas em meio à pandemia, setor pode fechar o ano no azul, diante da necessidade de renovação de frotas e retomada de investimentos, diz vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul, Rafael Miotto. Trator na lavoura de soja em Mato Grosso Reprodução/TVCA Depois de um período de incertezas pela pandemia, a indústria de máquinas agrícolas do Brasil pode fechar o ano no azul, com alta de 5% a 10% nas vendas ao agricultor, puxada pela necessidade de renovação na frota de tratores e colheitadeiras, e pela retomada de investimentos do setor de grãos. É o que estima o vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul, Rafael Miotto, citando que há uma "recuperação consolidada" na venda direta aos agricultores. De onde vem o que eu como: à frente dos carros, máquinas agrícolas já estão próximas da autonomia completa Para as vendas a concessionárias, no entanto, o executivo vê um processo mais lento e um avanço mais modesto no desempenho anual, em torno de 5%. "Temos uma base de demanda... necessidade de renovar o parque de máquinas (para atualizar a tecnologia) e esse momento de remuneração muito boa, com a safra sendo vendida antecipadamente, e bons preços", afirmou à Reuters. Segundo ele, 2020 tinha potencial para ser um ano de recorde nas vendas de máquinas, considerando o cenário atual de preços das commodities, mas os impactos do coronavírus que ocorrem "fora da porteira" limitam a ampliação de investimentos. "A pandemia não afeta o produtor, mas afeta todo o entorno dele. Ele está sendo cuidadoso", acrescentou. Comércio de máquinas agrícolas aumentam em 2020 Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que, entre janeiro e setembro, foram vendidas no mercado interno 33,28 mil unidades de máquinas agrícolas e rodoviárias, aumento de 0,9% ante mesmo período do ano anterior. Até o primeiro semestre, a comercialização recuava 1,3% na comparação com o intervalo equivalente de 2019, para 19,64 mil unidades, pressionada pelos meses de pico da Covid-19. Se por um lado a pandemia trouxe incertezas no primeiro semestre, por outro, o surto da doença impulsionou o dólar que, por sua vez, tornou as commodities agrícolas mais competitivas para exportação. Soma-se a isso uma forte demanda, principalmente da China por soja, e o agricultor disparou na comercialização antecipada --fator determinante para a reação no mercado de máquinas. "Este cenário mostra que já temos potencial para crescimento no ano que vem. Temos que ter um pouco de cautela, mas minha opinião é de otimismo. Não consigo ver forma de não melhorar", disse Miotto, sem arriscar um número para a projeção de alta em 2021. No Brasil, maior produtor e exportador de soja do mundo, as lavouras estão em fase de plantio, com mais da metade da produção esperada já comercializada. Em Mato Grosso, principal fornecedor do grão no país, as vendas chegam a 60%. Instabilidade Do ponto de vista de produção, os dados são menos animadores. Segundo a Anfavea, houve queda de 19,6% nos nove primeiros meses deste ano e a fabricação de máquinas agrícolas atingiu 33,18 mil unidades. No início de junho, o executivo da New Holland disse à Reuters que o setor passava por problemas com fornecimento de peças importadas e a alta do dólar levaria as companhias a aplicarem reajustes de portfólio. Agora, Miotto afirmou que o fornecimento de peças "melhorou muito", mas ainda existem alguns gargalos devido à segunda onda do coronavírus em alguns países. "Temos componentes suficientes para manter a capacidade máxima de produção das unidades, mas temos dificuldade para formar o mix de produção", explicou, lembrando que parte das peças era trazida do exterior por via aérea, logística que se tornou muito mais escassa durante a pandemia. Devido à tecnologia embarcada nas máquinas, a importação pode variar de 15% a 50% do custo de produção da indústria e, como a desvalorização do real continua pesando nesta conta. Por isso, ele não descarta novos reajustes no portfólio. "Houve aumento de preços, tivemos que repassar porque os custos foram muito grandes, isso ainda é uma preocupação para a cadeia", admitiu. "Podem vir novos repasses de custo sim, se continuar a tendência de valorização (do dólar)... Têm coisas que são inviáveis", completou. VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio
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21/10 - Pronampe: programa de apoio a pequenas terá nova rodada e deve ser transformado em programa permanente
Segundo o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Nova, etapa da linha de crédito especial para micro e pequenas empresas terá juros mais altos e menor garantia do governo. O governo prepara também um Sistema Nacional de Garantias, para dar apoio às operações de crédito. Sebrae Pará O governo vai lançar a terceira fase do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), com mudanças em relação às duas primeiras etapas. A informação é foi dada nesta terça-feira (21) pelo secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa, em live com entidades representativas das micro e pequenas empresas. A taxa de alavancagem dessa nova etapa será de quatro vezes e a perda a ser coberta pelo governo será de 25%, em vez dos 85% da carteira atuais. A taxa de juros será mais elevada que a atual (Selic mais 1,25% ao ano), mas não ultrapassará um dígito, disse. Pronampe: maioria dos grandes bancos não tem mais crédito para oferecer para micro e pequenas empresas Pequenas empresas sofrem com crédito escasso durante a pandemia A subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato, Antonia Tallarida, disse que a cobertura de 25% será suficiente para dar segurança aos bancos porque o maior nível da taxa de inadimplência das micro e pequenas empresas, registrado em 2017, foi de 21%. "O Pronampe será um programa permanente", disse Da Costa. O governo prepara também um Sistema Nacional de Garantias, para dar apoio às operações de crédito. Segundo Antonia, o projeto está sendo construído pelas secretarias de Produtividade, Emprego e Competitividade, de Política Econômica e o Banco Central. O projeto tem apoio da Corporación Andina de Fomento (CAF) e um decreto regulamentador deverá ser publicado até o fim do ano. O secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa, diz que a intenção do governo é tornar o Pronampe em programa permanente VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio
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21/10 - China prevê alta de 30% na oferta de carne suína no Ano Novo Lunar
País recuperou produção após prejuízos provocados pela peste suína africana. Com importações e demanda alta, preços devem cair. Vendedor segura peça de carne suína em mercado em Handan, na China REUTERS/Stringer As ofertas de carne suína durante o feriado de Ano Novo Lunar na China, maior consumidora global do produto, serão 30% maiores do que as verificadas há um ano, disse nesta quarta-feira (21) uma autoridade agrícola do país, após esforços significativos para a reconstrução do plantel de porcos dizimado pela peste suína africana (PSA). A recuperação na produção chinesa do animal, somada às amplas importações de carne suína e às mudanças na demanda dos consumidores, deve impulsionar as ofertas da proteína em cerca de 30% na comparação anual, reduzindo os preços frente ao ano passado, afirmou Chen Guanghua, vice-diretor do departamento de veterinária do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, em "briefing" à imprensa. O Ano Novo Lunar é o feriado mais importante da China, e a carne suína é tradicionalmente servida em refeições durante as reuniões de famílias para celebrá-lo. A comemoração terá início em 11 de fevereiro de 2021. Veja como foi o Ano Novo Lunar de 2020 no vídeo abaixo: China comemora Ano Novo lunar com dança e lutas marciais sincronizadas Os produtores de suínos da China construíram 12.500 novas fazendas de larga escala e reativaram as operações de mais de 13 mil fazendas nos três primeiros trimestres deste ano, acrescentou Wei Baigang, chefe da divisão de desenvolvimento e planejamento do ministério. Wei disse que a recuperação do plantel de suínos chinês tem sido "melhor que o esperado" após a peste suína africana dizimar pelo menos 40% dos porcos do país em 2019. Em setembro, os estoques dos animais ficaram em torno de 370 milhões de cabeças, ou 84% do nível visto em 2017, antes de a doença atingir o país, enquanto o número de fêmeas chegou a 38,22 milhões, equivalente a 86% dos níveis de 2017, afirmou Wei. VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio
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21/10 - Recuperação dos EUA segue lenta e alguns setores enfrentam dificuldades, diz Livro Bege do Fed
Consumidores voltaram a comprar casas e aumentaram os gastos, mas o quadro variou muito de segmento para segmento. Segurança passa em frente a uma imagem do Fed Reuters/Kevin Lamarque A economia dos Estados Unidos continuou a se recuperar em um ritmo leve a modesto até o início de outubro, com os consumidores comprando casas e aumentando os gastos, mas o quadro variou muito de setor para setor, disse o Federal Reserve nesta quarta-feira (21). As informações constam no Livro Bege, espécie de sumário das condições econômicas dos EUA feito com base em pesquisa do Fed. A mais recente foi realizada em seus 12 distritos de setembro a 9 de outubro. "Os distritos caracterizaram as perspectivas dos contatos como de forma geral otimistas ou positivas, mas com um grau considerável de incerteza", disse o Fed nos resultados da sondagem com as empresas. Depois de um declínio entre o final de julho e o início de setembro, as infecções por coronavírus estão aumentando novamente nos Estados Unidos. Trinta e quatro dos 50 Estados viram aumento de novos casos por pelo menos duas semanas consecutivas, acima de 29 na semana anterior, de acordo com uma análise da Reuters. A queda nas temperaturas neste período do ano pode levar mais consumidores a ambientes internos, potencialmente aumentando o número de casos. Restaurantes e outras empresas que se beneficiaram de atividades com mesas ao ar livre durante os meses de verão também podem enfrentar outro contratempo se o tráfego de clientes diminuir. A presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, reiterou nesta quarta-feira (21) que está "otimista" com a possibilidade de o Congresso apresentar outro pacote de ajuda para ajudar famílias e empresas em dificuldades antes da eleição de 3 de novembro, mas as dúvidas persistem se os republicanos vão concordar. Os formuladores de política monetária do Fed prometeram na reunião de setembro manter as taxas de juros perto de zero até que a inflação esteja a caminho de ficar moderadamente acima da meta de 2% do banco central por algum tempo e até que o mercado de trabalho esteja mais perto do pleno emprego. As autoridades do Fed devem se reunir novamente logo após a eleição presidencial, concluindo seu próximo encontro em 5 de novembro.
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21/10 - Brasil será quinto produtor de petróleo, mas não ingressará na Opep, diz ministro
Segundo Bento Albuquerque (Minas e Energia), país terá interação e discussão com os integrantes do cartel liderado pela Arábia Saudita. O ministro de Minas e Energia Almirante Bento Albuquerque Aleam O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, avalia que o Brasil, apesar da projeção de aumento expressivo de sua produção de petróleo nos próximos anos, deve continuar interagindo com os grandes produtores mundiais sem entrar, por enquanto, na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), cartel liderado pela Arábia Saudita. “Não é uma questão de filiação ou não filiação. É uma questão de cooperação, é uma questão de estar presente [nas discussões com os grandes produtores]”, disse o ministro durante o encontro empresarial promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). A declaração foi dada em resposta a provocação feita pelo presidente da federação, Flávio Roscoe. Albuquerque afirmou que tem participado de reuniões da Opep com ministros de energia do grupo dos vinte países mais ricos (G20). “Nessas reuniões, o Brasil tem sido reconhecido como um país que tem superado as dificuldades e tem sido muito bem sucedido nas ações que estão sendo implementadas nos setor”, afirmou. O ministro reiterou que nos próximos anos o Brasil alcançará as posições de quinto maior produtor e quarto maior exportador de petróleo do mundo. Atualmente, disse ele, o país ocupa a oitava e nona posição respectivamente. "Nossa produção de petróleo e gás vai crescer exponencialmente”, comentou. Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia do Brasil, descartou intenção de entrar na Opep.
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21/10 - Monsanto perde último recurso em caso de acidente com agricultor francês que inalou herbicida
Decisão foi tomada pela Suprema Corte da França e abre caminho para que outro tribunal defina indenização. Paul François inalou o agrotóxico Lasso em 2004 e argumenta que produto causou problemas neurológicos. Logo da Monsanto na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), no dia 9 de maio REUTERS/Brendan McDermid A Monsanto, divisão da alemã Bayer, perdeu nesta quarta-feira (21) seu último recurso em uma longa batalha jurídica na França, na qual a produtora de agroquímicos foi considerada responsável pela inalação acidental de um herbicida por um agricultor. A Monsanto vinha tentando anular a sentença proferida em 2019 por um tribunal de apelações, que considerou as informações de segurança do produto da empresa inadequadas em relação ao acidente ocorrido com o produtor Paul François em 2004. Bayer fecha acordo bilionário nos EUA para encerrar processos contra agrotóxico mais vendido no mundo Quais são e para que servem os ingredientes dos agrotóxicos mais vendidos A suprema corte da França, porém, rejeitou o último recurso da companhia em uma decisão publicada nesta quarta-feira (21), abrindo caminho para que outro tribunal defina a indenização que deverá ser paga a François. O agricultor argumenta que a fumaça que inalou do herbicida Lasso, um produto posteriormente retirado do mercado francês, causou problemas neurológicos, incluindo perda de memória, desmaios e dores de cabeça. A Bayer disse em comunicado enviado por email que está analisando a decisão do tribunal. A empresa acrescentou que especialistas médicos indicados pela corte haviam apontado que o incidente não causou a doença citada por François. Produtos de proteção agrícola "não apresentam riscos à saúde humana se utilizados sob as condições de uso definidas no contexto da autorização de comercialização", afirmou a Bayer.
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21/10 - O que esperar da internet 5G
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21/10 - Demanda por voos domésticos recua 55,2% em setembro, aponta Abear
Oferta de assentos teve queda de 54,5%, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, Grande São Paulo Fepesil/Estadão Conteúdo A demanda por voos domésticos no Brasil em setembro, medida em passageiros por quilômetro transportado, recuou 55,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado, informou a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A oferta de assentos em voos domésticos teve queda de 54,5% na mesma base de comparação. A taxa média de ocupação dos voos atingiu 80,4%, com recuo de 1,3 ponto percentual. Ao todo, foram transportados 3,05 milhões de passageiros no país, queda de 61%, comparado a setembro de 2019. Em comparação com o mês de agosto, houve aumento de 850 mil passageiros. No acumulado do ano, o transporte doméstico de passageiros apresenta retração de 56%. Gol é líder No mês, a Gol manteve a liderança de mercado, com 38,5% de participação. A empresa registrou, em setembro, queda de 54,6% no transporte de passageiros. A Latam é a segunda colocada, com 33,7% de participação e uma queda de 58,5% no transporte de passageiros. A Azul ficou em terceiro lugar, com 27,4% do mercado. No mês, a companhia registrou queda de 51,6% no transporte de passageiros, a menor queda entre os concorrentes. No acumulado do ano, a Gol detém 37,9% de participação, seguida pela Latam, com 36,3%, e pela Azul, com 25,4%. Transporte internacional e de cargas A demanda por voos internacionais, por sua vez, encolheu 90,7% em setembro em comparação com o mesmo mês de 2019. A oferta de assentos foi 79,5% menor. A taxa de ocupação dos aviões foi de 39,2%, retração de 47 pontos percentuais. No mês, foram transportados 140,5 mil passageiros. O transporte de cargas e correio no país teve queda de 24,3% em setembro, em relação ao mesmo mês do ano passado. No mercado internacional, o transporte de cargas diminuiu 11,5%. Veja mais notícias de economia:
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21/10 - Na 2ª alta seguida, arrecadação de impostos avança 1,97% em setembro e atinge R$ 119,8 bi
Segundo Receita, foi o maior valor para meses de setembro em seis anos. No acumulado do ano, porém, arrecadação registrou queda real de 11,7%. A Receita Federal informou nesta quarta-feira (21) que a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou aumento real (descontada a inflação) de 1,97% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2019. Ao todo, a arrecadação somou R$ 119,825 bilhões. De acordo com dados da Receita, o resultado de setembro deste ano representa o segundo mês seguido com crescimento real (considerando a inflação) da arrecadação na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em agosto, as receitas já tinham avançado 1,33%. Os números oficiais também mostram que o resultado de setembro deste ano foi o maior para o mês desde 2014 — quando somou R$ 122,554 bilhões. Os valores foram corrigidos pela inflação. De acordo com a Receita Federal, o resultado de setembro deste ano foi influenciado pela arrecadação extraordinária de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), no valor de aproximadamente R$ 2,5 bilhões. Além disso, também foi registrado aumento real de 78% nos ganhos de capital na venda de bens e no Imposto de Renda de Pessoa Física. Com a alta de quase 4% nas vendas do comércio, a Receita Federal informou que também cresceu a arrecadação do PIS/Cofins. A alta foi de 1,63%, com receita de R$ 27,322 bilhões. Por outro lado, a arrecadação foi impactada negativamente pelo crescimento de 38,9% dos valores compensados pelas empresas, na comparação com o mesmo mês de 2019. O IOF zerado nas operações de crédito também prejudicou o resultado do governo. Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, avaliou que a arrecadação cresceu em setembro em linha com o aumento da atividade econômica. Isso porque, no mês, não houve entrada de receitas de impostos postergados por conta da Covid-19. "A trajetória verificada até agora sinaliza retomada da atividade econômica. E cada setor tem um comportamento. Serviços estão crescendo. Varejo também crescente, embora menor, e a indústria com recuperação. A gente espera manter essa mesma trajetória até o final do ano. Quando vamos chegar no patamar pré-crise, não é possível saber, mas esperamos que em um breve espaço [de tempo]", disse. Parcial do ano No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, ainda de acordo com a Receita Federal, a arrecadação somou R$ 1,026 trilhão, com queda real de 11,70% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 1,129 trilhão). Em valores corrigidos pela inflação, a arrecadação deste ano somou R$ 1,035 trilhão. Segundo o órgão, esse foi o pior resultado para o período desde 2010, quando o resultado somou R$ 1,023 trilhão. Os valores foram corrigidos pela inflação. De acordo com a Receita Federal, a arrecadação do ano foi influenciada pelos "diferimentos" (postergações) no pagamento de tributos realizadas nos últimos meses que ainda não ingressaram nos cofres públicos, previstas para ingressarem até o fim do ano. O cálculo do órgão é que há, aproximadamente, R$ 64,5 bilhões em tributos atrasados. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, as compensações tributárias, que reduziram a arrecadação no período, totalizaram R$ 108,325 bilhões, contra R$ 50,564 bilhões em igual período do ano passado — uma alta de R$ 37,761 bilhões. Impostos e pandemia Confira abaixo as principais mudanças motivadas pela pandemia de Covid-19 na incidência e no recolhimento dos tributos: Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF): no começo de abril, governo anunciou a redução para zero, por 90 dias, do tributo incidente sobre operações de crédito, mas depois o benefício foi prorrogado até 20 de outubro. A alíquota original era de 3% ao ano. A expectativa inicial era de uma renúncia de arrecadação de R$ 7 bilhões com a medida, mas o valor será maior com a extensão do prazo. Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI): governo federal zerou até 30 de setembro as alíquotas do IPI sobre artigos de laboratório ou de farmácia, luvas, termômetros clínicos e outros produtos utilizados na prevenção e tratamento do coronavírus. A renúncia fiscal dessa medida é de cerca de R$ 550 milhões. PIS/Pasep, Cofins e contribuição previdenciária patronal: governo adiou o pagamento de empresas e empregadores de trabalhadores domésticos. O vencimento de abril e maio, relativo às competências de março e abril, passou para agosto e outubro. Tributos sobre zinco: governo instituiu, no começo de abril, alíquota zero (temporária) de Pis/Pasep e Cofins, no mercado interno e na importação, do sulfato de zinco para medicamentos até 30 de setembro. Renúncia fiscal da medida é estimada em R$ 566 milhões. Contribuição ao Sistema S: Medida Provisória publicada no fim de março reduziu pela metade a contribuição obrigatória das empresas ao Sistema S por 3 meses com o objetivo de diminuir os custos para o empregador. Parcelamentos tributários: o governo prorrogou, em meados de maio, as prestações dos parcelamentos administrados pela Secretaria da Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) com vencimento em maio, junho e julho de 2020. Estão incluídos nesses parcelamentos as dívidas das empresas com o governo, incluindo estados e municípios, inscritas ou não na dívida ativa. FGTS: foi autorizado o adiamento e pagamento parcelado do depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores. O pagamento pôde ser feito só a partir de julho, em 6 parcelas fixas. Todos os empregadores, inclusive o empregador de trabalhador doméstico, poderão se beneficiar da medida. Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF): postergação, por 60 dias, da entrega da declaração do IRPF, assim como do recolhimento do imposto e demais créditos tributários.
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21/10 - Huawei, Trump, Bolsonaro e China: o que o Brasil tem a ganhar e perder se ceder aos EUA no 5G?
Brasil terá que decidir sobre como implementar o 5G em meio a uma das disputas mais acirradas da guerra comercial entre Estados Unidos e China. A Huawei é a maior fornecedora de equipamentos para redes de telecomunicação do mundo Reuters Em meio a tantos acontecimentos neste ano pode até ser difícil de se perceber, mas os governos de diversos países — entre eles o Brasil — estão em meio a discussões e decisões que vão revolucionar a forma como as pessoas trabalham, se relacionam e vivem. Trata-se da implementação da tecnologia de quinta geração de telecomunicações (5G). À primeira vista, o 5G é apenas uma atualização dos sistemas de 4G já existentes no Brasil — o uso de frequências de rádio outorgadas pelo governo a operadoras de telefonia móvel para transmissão de dados digitais. WEBSTORIES: O que esperar da internet 5G Acordo prevê crédito de US$ 1 bilhão dos EUA para financiar projetos no Brasil, incluindo 5G Operadoras lançam primeira experiência do 5G no Brasil, mas serviço ainda é limitado Mas na prática o 5G será muito mais do que isso. A velocidade esperada nas conexões é da ordem de 10 a 20 vezes maior do que a tecnologia do 4G. Esse salto de eficiência permitirá mudanças drásticas na forma como a sociedade funciona. Um exemplo, entre centenas de possibilidades, é o desenvolvimento de carros autônomos — guiados por robôs e sem motoristas — que é uma das maiores apostas da indústria automotiva para o futuro. A tecnologia 5G permitiria interligar os carros em rede, organizando todo o tráfego de veículos de forma segura e sem a necessidade de motoristas para tomarem decisões. Pressão sobre o Brasil Em qualquer cenário, as decisões sobre um leilão dessa magnitude — que será o maior já realizado no Brasil e um dos maiores do mundo — já seriam polêmicas e difíceis. Mas para piorar, o Brasil terá que decidir sobre como implementar o 5G em meio a uma das disputas mais acirradas da guerra comercial entre Estados Unidos e China. O governo do presidente Jair Bolsonaro vem sendo pressionado pelas duas superpotências mundiais. O presidente americano, Donald Trump, chegou a falar abertamente, em julho, que está em campanha contra os chineses na questão. O centro da disputa é uma empresa chinesa, a Huawei, que é hoje líder global na tecnologia 5G. O mercado de telecomunicações brasileiro é dominado por quatro operadoras gigantes (Vivo, Claro, TIM e Oi) que oferecem serviços de celular aos brasileiros. Mas por trás desses serviços, há uma rede de equipamentos tecnológicos que são fornecidos às operadoras por apenas três empresas: a sueca Ericsson, a finlandesa Nokia e a Huawei. No Brasil, como em diversos países do mundo, a rede de 4G conta com tecnologia destas três empresas. Mas, nos últimos anos, os EUA iniciaram uma ofensiva contra a Huawei, que segundo os americanos representa um perigo de segurança nacional aos países que comprarem seus equipamentos. A acusação é baseada na seguinte lógica: se toda a sociedade estiver interconectada usando equipamento de uma empresa chinesa — o que incluiria sistemas de trânsito, de comunicação ou até mesmo de eletrodomésticos "inteligentes" dentro dos nossos lares — todos nós estaríamos vulneráveis a espionagem pelo governo da China. A Huawei é uma empresa privada, mas uma lei de segurança aprovada pela China em 2017 permite, em tese, que o governo de Pequim exija dados de companhias privadas, caso a necessidade seja classificada como importante para soberania chinesa. Os americanos querem que o Brasil adote uma licitação que exclua o uso de equipamentos da Huawei por parte das operadoras — algo que já foi adotado em outros países do mundo, como Reino Unido, Japão e Austrália. A China nega todas as acusações e diz que o único interesse dos EUA é minar o crescimento tecnológico chinês, que vem fazendo face aos americanos. Ambos os lados da disputa sugerem que o Brasil poderia ser vítima de sanções de um lado ou de benesses do outro, dependendo de como o país decidir se posicionar. Bolsonaro e Paulo Guedes receberam o assessor de segurança dos EUA, Robert O'Brien, esta semana Reuters O Brasil pretende realizar a licitação do 5G em maio do próximo ano. E o presidente Jair Bolsonaro declarou esta semana que será ele quem decidirá sobre a questão da Huawei e "ponto final". Mas o que o Brasil tem a ganhar ou a perder, caso ceda às pressões americanas? Ganhar Até agora, o principal incentivo para banir a Huawei é o alinhamento com os EUA. Também está subentendido que junto com esse alinhamento poderia vir algum tipo de ganho financeiro na relação bilateral. Na terça-feira, autoridades brasileiras receberam uma delegação do governo americano em Brasília para assinatura de uma carta de intenções na qual o EximBank, o Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos, sinaliza que poderá investir mais de R$ 5 bilhões em projetos de diversas áreas — "especialmente em telecomunicações", segundo um comunicado do governo americano. Outras duas coisas chamaram atenção no evento. Primeiro a presença do assessor de Segurança Nacional dos EUA, Robert O'Brein, em Brasília, em um evento que deveria ser apenas, em tese, entre autoridades do setor econômico e financeiro. Outro ponto foi o discurso do ministro da Economia, Paulo Guedes, na cerimônia da assinatura dos acordos. Após frisar que o Brasil comercializa tanto com EUA como com a China, o ministro fez menção direta à preocupação com segurança: "Então nós sabemos quem são nossos parceiros geopolíticos e, ao mesmo tempo, praticamos comércio com todo mundo. A nossa aproximação com os americanos foi sempre, está sendo, com base não só em resultado econômico, mas também em segurança". Em outro evento em Brasília esta semana, o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que Washington "encoraja o Brasil a observar a China com atenção em relação a todo tipo de tecnologia, de telefonia e de 5G". Executivos da Huawei se encontraram com Bolsonaro no ano passado Presidência da República Os americanos não fazem nenhuma sugestão explícita sobre apoio financeiro ao Brasil caso Brasília opte por banir a Huawei da sua rede de 5G. Mas em fevereiro deste ano, o vice-presidente americano, Mike Pence, sugeriu que a questão Huawei pode trazer prejuízos econômicos aos que tomarem posições contrárias a Washington. Naquela ocasião, o Reino Unido havia anunciado que seguiria trabalhando com a Huawei na adoção do 5G. Pence disse que a Casa Branca estava "profundamente desapontada" com a decisão britânica, e lembrou que EUA e Reino Unido estavam em vias de começar negociações para um tratado de livre comércio, agora que os britânicos deixaram a União Europeia. Perguntado sobre se a questão da Huawei colocaria um fim nessas negociações, Pence respondeu: "Veremos". Em julho, o Reino Unido acabou revertendo sua decisão, o que agradou os americanos. Não só a Huawei será banida da rede de 5G, como o país prometeu retirar todos os equipamentos da gigante chinesa de sua rede de telecomunicações até 2027. Existe também uma grande incógnita sobre o futuro da guerra comercial entre EUA e a China que só começará a se resolver após novembro. Até agora a briga contra a Huawei tem sido uma bandeira do presidente Donald Trump. Mas analistas não têm clareza sobre como Joe Biden se posicionaria em relação à Huawei caso ele vença as eleições de novembro, já que o democrata não sinalizou qual é sua posição em relação ao tema. Outro ganho potencial para o Brasil, caso venha a concordar com a posição americana, seria em relação à segurança nacional — caso as preocupações levantadas pelas agências de inteligência sejam acertadas. Os EUA não são os únicos países a banir o equipamento Huawei. A preocupação com os equipamentos chineses surgiu primeiro em 2018 em um relatório da "Five Eyes" — uma aliança entre as agências de inteligência de Austrália, Canadá, Reino Unido, Nova Zelância e EUA. Desde então, diversos países seguiram as recomendações de não trabalhar com a Huawei. É o caso de Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Japão, Estados Unidos, Itália, França, República Tcheca, Polônia, Estônia, Romênia, Dinamarca, Letônia e Grécia. A Alemanha e a Índia também estariam considerando seguir o mesmo caminho. E a Suécia (país da Ericsson, rival direta da Huawei) anunciou esta semana que também vai banir a empresa chinesa da sua rede de 5G. Nesta semana, um novo relatório feito por um comitê do Parlamento britânico sugeriu que existe "claro indício de conluio" entre a Huawei e o "aparato do Partido Comunista chinês". A Huawei criticou as conclusões do relatório britânico. Perder Mas tomar uma atitude contra a Huawei — mesmo agradando Washington — também trará prejuízos para o Brasil. O mais evidente deles é o prejuízo econômico. O Brasil já está atrasado no leilão de sua rede 5G. O atraso foi provocado por um problema técnico — algumas das frequências que serão colocadas em leilão são as mesmas de antenas parabólicas, o que gerou um impasse entre empresas de televisão e telefonia. Banir a Huawei da rede — ou retirá-la completamente, como os britânicos pretendem fazer — custaria tempo e dinheiro. Não há estimativas para o caso brasileiro, mas no Reino Unido um estudo indica que o banimento à Huawei poderá retardar a implementação do 5G em até três anos, com custo superior a 18 bilhões de libras (mais de R$ 130 bilhões). Nesta semana, o presidente da Huawei no Brasil, Sun Baochang, disse ao jornal Folha de S. Paulo que os operadores teriam que pagar mais para substituir seus equipamentos, caso o Brasil opte por banir a empresa chinesa, e que esses custos seriam repassados aos consumidores. Esse atraso também retardaria a competitividade da economia brasileira, já que indústrias e empresas ficariam para trás em relação aos demais países que já teriam o 5G. O Brasil é o quinto maior mercado de telecomunicações do mundo, e dados oficiais mostram que há 231 milhões de celulares no pais — ou 94 celulares para cada 100 brasileiros. Existe também o risco de o Brasil desagradar — e até mesmo receber retaliações — da China com a decisão. A embaixada chinesa em Brasília emitiu um comunicado esta semana condenando as declarações feitas por autoridades americanas em visita ao Brasil. "Recentemente, um pequeno número de políticos americanos, desprezando os fatos e forjando uma série de mentiras, vem lançando ataques difamatórios contra o 5G da Huawei. Tem utilizado o poder de estado para impedir as operações legítimas das empresas chinesas de alta tecnologia, abusando no pretexto de segurança nacional", diz a nota. A embaixada chinesa também destacou a importância das relações econômicas. "A China tem sido o maior parceiro comercial do Brasil por 11 anos seguidos. É a maior fonte de superávit comercial e um dos principais investidores do Brasil. (...) Temos a certeza de que as nossas relações não serão desviadas do trilho de desenvolvimento saudável e estável por qualquer interferência externa." A China é hoje a principal fonte de superávit comercial do Brasil no mundo, com saldo positivo de US$ 3,2 bilhões até julho. Já com os Estados Unidos, o Brasil acumula um deficit comercial de US$ 3,1 bilhões até julho. VÍDEOS: tudo sobre tecnologia
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21/10 - Ações europeias caem com pressão dos setores de saúde e construção
Apenas o setor de materiais básicos encerrou o pregão desta quarta-feira (21) no azul. As ações europeias recuaram pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira (21), uma vez que as perdas em papéis dos setores de saúde e construção ofuscaram o impulso de encorajadores balanços da gigante de consumo Nestlé e da fabricante de equipamentos de telecomunicações Ericsson. O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,36%, a 1.395 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 1,29%, a 361 pontos, uma mínima em mais de duas semanas. Pandemia volta a crescer na Europa e países tomam novas medidas de contenção As perdas foram amplas, com apenas o setor de materiais básicos encerrando o pregão no azul, apoiado pelo aumento dos preços do cobre. A Nestlé elevou sua previsão de vendas para 2020 após uma queda trimestral, mas suas ações caíram após ganhos iniciais. As ações da sueca Ericsson tiveram salto de 9,6%, uma vez que margens mais altas e o desenvolvimento do 5G na China ajudaram a empresa a superar as estimativas em seu balanço trimestral. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,91%, a 5.776,50 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,41%, a 12.557,64 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,53%, a 4.853,95 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,03%, a 19.085,95 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,67%, a 6.811,50 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,76%, a 4.139,48 pontos. Veja as últimas notícias de economia
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21/10 - Crise e coronavírus: uma combinação às vezes 'impossível' para as empresas na Argentina
Pequenas e médias empresas entraram em falência; multinacionais optaram por deixar o país. A pandemia de coronavírus, que atingiu a Argentina em meio a uma de suas piores crises econômicas, marcada por uma forte desvalorização da sua moeda, levou muitas pequenas e médias empresas à falência e algumas multinacionais estrangeiras optaram por sair do país. "O que vai ficar de tudo isso, quando a quarentena pela Covid-19 terminar, é uma catástrofe", estima um homem de 55 anos que em agosto precisou fechar sua pequena empresa de serviços com 16 funcionários, após mais de 15 anos de trabalho. "Temos mais de 27 mil mortos, passamos do milhão de casos e, em cima disso, somaremos milhares de desempregados", lamenta em entrevista à AFP. Covid-19: como a Argentina se tornou um dos cinco países com mais casos no mundo Argentina ultrapassa a marca de 1 milhão de casos de Covid-19 Para este empresário, que pediu para não ser identificado devido ao delicado momento que atravessa, ter uma empresa na Argentina é uma "corrida de obstáculos, com exigências tributárias descomunais e, em troca, um Estado que não oferece nada". "O problema não é de agora", esclarece. "Isso só tornou impossível", resumiu. Pandemia agravou cenário A Argentina está em recessão desde 2018. Desde então, o peso despencou em relação ao dólar, a inflação disparou, e a pobreza e o desemprego aumentaram. Restrições cambiais adotadas na Argentina pra frear a escassez do dólar faz moeda disparar Com a chegada da pandemia de coronavírus, tudo se agravou. O secretário de Imprensa da Confederação Argentina de Média Empresa (Came), Pedro Cascales, afirma que as pequenas e médias empresas estão em "alerta vermelho" pela quarentena prolongada que o governo do presidente Alberto Fernández decretou em 20 de março para evitar a multiplicação dos casos de coronavírus. Cascales afirma que os problemas vão além da pandemia. "Há problemas estruturais: impostos muito altos, acima de 33%, e uma legislação trabalhista muito rígida", explica. Quase todos os setores estão em declínio, mesmo aqueles considerados essenciais, como o de alimentos e farmácias. Os analistas advertem que isso terá um forte impacto na terceira economia da América Latina, para a qual o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma queda de 11,8% este ano. Segundo a Came, essas micro, pequenas e médias empresas representam 44% do Produto Interno Bruto (PIB) e mobilizam 70% do emprego privado do país. O governo argentino executou um programa de ajuda (ATP) para pagar parte dos salários do setor privado durante o confinamento. No entanto, "o ATP cobre muito pouco, uma PME tem que pagar muito mais que isso", diz Cascales. Veja as últimas notícias de economia
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21/10 - Contratação de temporários para o Natal será a menor em cinco anos, prevê CNC
Lojas de artigos de uso pessoal e doméstico, hiper e supermercados e ramo de vestuário deverão responder por cerca de 82% das vagas oferecidas pelo varejo. Contratação de temporários vai exigir novas habilidades para esse Natal A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima a contratação de 70,7 mil trabalhadores temporários para atender ao aumento sazonal das vendas neste fim de ano. Com essa previsão, o recuo é de 19,7% em relação aos 88 mil postos de trabalho temporário criados no ano passado. O que muda no currículo para conquistar vagas temporárias neste ano? Veja dicas 400 mil vagas temporárias devem ser abertas no último trimestre, prevê entidade do setor A crise provocada pela pandemia deve fazer com que a oferta de vagas temporárias para o Natal seja a menor desde 2015. O Natal é a principal data comemorativa do varejo, com previsão de movimentação financeira de R$ 37,5 bilhões em 2020 - 2,2% a mais do que no ano passado. Vagas temporárias e volume de vendas Divulgação Nove em cada 10 vagas criadas deverão ser preenchidas pelas cinco ocupações mais demandadas nesta época do ano: vendedores (34.659), operadores de caixa (12.149), atendentes (8.276), repositores de mercadorias (6.979) e embaladores de produtos (2.954). Nessas ocupações, os maiores salários médios deverão ser pagos aos contratados para os cargos de operadores de caixa (R$ 2.272,78) e repositores de mercadorias (R$ 1.576,24): Vendedor de Comércio Varejista: R$ 1.285,60 Operador de Caixa: R$ 2.272,78 Atendente de Lojas e Mercados: R$ 1.373,66 Repositor de Mercadorias: R$ 1.576,84 Embalador: R$ 1.415,36 O avanço significativo do varejo eletrônico deverá, no entanto, reduzir em 25% a quantidade de vagas voltadas para o consumo presencial, em especial o número de vendedores ante 2019. Todas as unidades da Federação deverão apresentar menos oportunidades de empregos temporários no comércio varejista neste final ano. São Paulo (17,9 mil), Minas Gerais (8,33 mil), Rio de Janeiro (6,92 mil) e Rio Grande do Sul (6,02 mil) concentrarão mais da metade (55%) das vagas a serem criadas. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, mesmo impulsionado pelo e-commerce, o varejo ainda sente os efeitos das condições de consumo em meio à pandemia. “A intensificação de ações de vendas on-line pelos comerciantes tem ajudado na recuperação gradual do varejo nos últimos meses e também será um dos impulsionadores das vendas para o Natal. Porém, apesar de o comércio eletrônico ter crescido bastante, as vendas em shopping centers vêm registrando retrações, e isso impacta diretamente o número de temporários contratados, em especial os vendedores”, afirma Tadros. Contratações em novembro e dezembro Segundo a CNC, até 2014, a temporada de oferta de vagas no varejo costumava ocorrer entre os meses de setembro e novembro. Entretanto, a partir da recessão econômica de 2015-2016 e da lentidão na recuperação do consumo desde então, o setor passou a concentrar cada vez mais as contratações de trabalhadores temporários nos meses de novembro e dezembro. Entre 2009 e 2014, 21% das vagas eram preenchidas até outubro. Contudo, nos últimos cinco anos, esse percentual passou para 13%. Do ponto de vista da reativação do consumo, a segunda metade deste ano tende a favorecer as vendas e, consequentemente, as contratações voltadas para as datas comemorativas do semestre. Neste ano, apesar da inflação baixa e dos juros básicos no piso histórico, o comportamento das vendas seguirá ditado pelo ritmo de regeneração do mercado de trabalho, pela evolução das vendas online e por medidas voltadas para mitigar os efeitos da recessão, como, por exemplo, o Auxílio Emergencial, informa a CNC. Segmentos com vagas Embora as lojas de vestuário e calçados respondam pela maior parte das vagas voltadas para o Natal, a oferta de 30,7 mil vagas neste segmento em 2020 deverá equivaler a pouco mais da metade dos 59,2 mil postos criados no ano passado, na medida em que esse ramo vem apresentando maiores dificuldades em reaver o nível de vendas anterior ao início da pandemia de Covid-19. Lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (13,7 mil) e hiper e supermercados (13,4 mil), somadas ao ramo de vestuário, deverão responder por cerca de 82% das vagas oferecidas pelo varejo. Salário médio e taxa de efetivação O salário médio de admissão deverá alcançar R$ 1.319, avanço de 4,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. O maior salário de admissão deverá ser pago pelas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação (R$ 1.618), seguidas pelo ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos (R$ 1.602). Contudo, esses segmentos deverão responder por apenas 7% das vagas totais a serem criadas. A elevada incerteza quanto à capacidade da economia e do consumo em sustentar o ritmo de recuperação nos próximos meses deverá fazer com que a taxa de efetivação dos trabalhadores temporários após o Natal seja a menor dos últimos quatro anos – cenário distinto daquele observado até 2014 quando, em média, 30% dos trabalhadores temporários contratados costumavam ser efetivados. Veja abaixo: Efetivação de temporários Divulgação Assista a mais notícias de Economia:
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21/10 - Governo pode ter que suspender gastos em 2021 se LDO não for aprovada, diz Tesouro
Dificuldades geradas pela pandemia e disputa no Congresso por comando de comissão do Orçamento paralisaram análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Secretário do Tesouro, Bruno Funchal. Reprodução/GloboNews O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou nesta quarta-feira (21) que o governo pode ter de suspender todos os gastos no ano que vem, inclusive o pagamento de aposentadorias e benefícios sociais, se a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não for aprovada até o fim deste ano. Essa é a primeira vez em que há o risco de a LDO não ser aprovada dentro do prazo. No passado, já ocorreu de a proposta de lei orçamentária do ano seguinte (LOA) não ter sido aprovada até o fim do exercício anterior, mas, nesse caso, pode ser feita a liberação de 1/12 dos recursos previstos por mês até que o texto passe pelo crivo do Congresso Nacional. LDO 2021: governo quer aval do Congresso para mais do que dobrar rombo fiscal em 2021 Projeto da LDO para 2021 prevê estagnação da economia em 2020 A demora do Congresso em analisar a LDO se deve à pandemia do novo coronavírus, que dificultou a tramitação de projetos, e também a disputas políticas pelo comando da Comissão Mista de Orçamento (CMO). Essa disputa tem como pano de fundo a sucessão da presidência da Câmara e o controle da tramitação do Orçamento da União para a distribuição de recursos. Nesta terça-feira (20), pela segunda vez consecutiva, o impasse levou à derrubada da sessão de votações no plenário da Câmara dos Deputados. Durante vídeo conferência, o secretário do Tesouro disse que, para que o governo faça gastos a partir de 2021, o Congresso "vai ter que votar pelo menos a LDO". "Acho que não gasta, difícil. O sentido é esse, é ter [a LDO aprovada] para poder fazer frente aos gastos", disse Funchal. "Tem que votar, não tem jeito", concluiu ele. Devolução de recursos de bancos públicos Na videoconferência, o secretário do Tesouro Nacional também afirmou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode fazer uma nova devolução de recursos ao Tesouro Nacional no começo do ano que vem. Essa é uma das saídas avaliadas pelo governo para levantar recursos para o pagamento de um parte significativa da dívida pública que tem previsão de vencer nos próximos meses. Ele lembrou que a devolução de recursos pelo BNDES já foi feita no passado, ajudando na queda do endividamento do setor público, mas que essa prática foi suspensa neste ano por conta da pandemia do novo coronavírus, que levou o governo a aumentar os empréstimos do sistema bancário público à população. "Em 2021, retornamos à normalidade e ao cronograma de devoluções. A gente quer que seja devolvido no começo do ano. Agora quanto vai ser, R$ 100 bilhões é um número razoável? Vamos discutir com o BNDES, mas é algo que está nas nossas prioridades de discussão", disse ele. Ele também afirmou que podem ser negociados novos repasses do Banco Central, que antecipou R$ 325 bilhões ao Tesouro Nacional neste ano. "É uma possibilidade [uma nova antecipação do BC], mas vamos esperar e aguardar, ver essa necessidade no ano que vem", disse. Renda Cidadã Questionado sobre a fonte de recursos para formar o Renda Cidadã, programa social que substituiria o Bolsa Família, o secretário Bruno Funchal defendeu o corte de outros gastos, entre eles o abono salarial, ideia já rejeitada pelo presidente Jair Bolsonaro. Para manter o teto de gastos, estudos mostram que será necessário cortar outras despesas. "A solução é manter a regra do teto de gastos e melhorar a eficiência das despesas que existem hoje. Remanejar recursos nesse sentido. A gente deu um passo à frente com o teto e agora tem de dar um segundo passo, melhorar a qualidade dos gastos. Temos que discutir com o Congresso quais programas cortar para financiar um mais importante, que está sendo discutido hoje. Redirecionar gastos para a nova prioridade", afirmou. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, o abono salarial "faz parte do debate". Acordo comercial com a União Europeia Questionado sobre as resistências de países da Europa em ratificar o acordo comercial com o Brasil, por conta do aumento de queimadas no país, o secretário do Tesouro Nacional afirmou que é importante viabilizar as tratativas com o bloco econômico. "E a gente tem uma agenda clara de abertura comercial. Diversificação das parcerias, e aumento do volume de transações. Além da abertura ser importante para trazer tecnologia e ajudar na modernização e aumento de produtividade, eleva o volume de comércio", disse ele. Segundo Funchal, essa diversificação é importante, mas há uma "discussão geopolítica". "Com qual países devemos nos alinhar em posicionamentos políticos é outra discussão. Em relação à pauta comercial, devemos viabilizar o acordo com a União Europeia, pois é extremamente importante", disse. Ele afirmou ainda que a adoção de políticas ambientais corretas pelo Brasil ajudaria na captação de recursos de investidores estrangeiros.
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21/10 - C&A Brasil abre mais de 400 vagas em todo o país para atendimento ao cliente via WhatsApp
Processo seleciona profissionais para reforçar digitalização da companhia com atendimento online. Loja C&A Divulgação A C&A Brasil, empresa de varejo de moda omnicanal, abriu mais de 400 vagas em todo o país para Consultor de Vendas Diretas nas lojas e 6 vagas para Supervisor de Vendas Diretas, ambas para atuar com as vendas via WhatsApp. Veja mais vagas de emprego pelo país Entre as funções do Consultor de Vendas Direto está o envio de mensagens, promoções e ações especiais para clientes C&A pré-cadastrados, convidando-as a conhecer as novidades da marca, no atendimento proativo e ativo. Já o Supervisor de Vendas Diretas dará suporte aos 700 associados em loja. As oportunidades são para início imediato e o regime de trabalho é presencial em lojas selecionadas da C&A. Candidatos de todo o Brasil podem se inscrever até o final de outubro por meio da plataforma "Kenoby" para supervisores: http://jobs.kenoby.com/cea; e "Emprego Ligado" para Consultores: http://cea.empregoligado.com.br/pt-br/empresa/2347/canda Os salários são compatíveis com o mercado. A empresa oferece benefícios como férias semestrais (a partir de seis meses); ambiente diverso, inovador, jovem e divertido; restaurante no local, bônus anual, assistência médica e odontológica e desconto em produtos C&A. O candidato atender aos seguintes pré-requisitos: Segundo Grau completo para Consultores de Vendas Diretas nas lojas; Formação Superior Completa para supervisores; Conhecimento em Informática; Experiencia com vendas online/Whats App Após a inscrição online, os candidatos terão seus currículos analisados, e os aprovados serão convocados (sempre via e-mail cadastrado na plataforma, por onde toda a comunicação será realizada durante o processo) para as próximas fases do processo seletivo. Assista a mais notícias de Economia:
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21/10 - CNI prevê queda de 4,2% no PIB e diz que crescimento pré-pandemia não está garantido
Para entidade, recuperação da crise está sendo rápida, mas ainda não significa retomada do avanço da economia. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o PIB brasileiro deve encolher 4,2% em 2020, segundo sua pesquisa Informe Conjuntural, divulgada nesta quarta-feira (21), segundo a qual a economia deve crescer 9% no terceiro trimestre, mas perderá força nos últimos três meses do ano. Já o PIB industrial deve crescer 10% no terceiro trimestre e encolher 4,1% no ano, segundo a entidade. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, avalia que a recuperação da crise está sendo rápida, mas não se pode confundir recuperação dos efeitos da crise com retomada do crescimento econômico. Para Andrade, o crescimento econômico acima do patamar pré-pandemia não está garantido. A redução dos estímulos adotados para a economia atravessar o período mais agudo da crise desencadeada pela pandemia do novo coronavírus terá um efeito contracionista relevante e, se ocorrer de forma apressada, tende a prejudicar a recuperação, com impacto no consumo e no emprego. Faturamento da indústria em agosto supera período pré-pandemia e registra aumento de 2,3% "A redução progressiva dos estímulos fiscais do período da pandemia tornará visível as barreiras estruturais que o país enfrenta”, disse ele. “Antes da crise, o Brasil mostrava falta de competitividade. Por isso, sem avanços na agenda de reformas, em especial a tributária, a economia brasileira não sairá da armadilha da renda média", completou o presidente da CNI. Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, alerta para o risco de redução apressada dos estímulos “A questão que se põe, neste momento, é como acelerar essa retomada, adotando medidas para estimular um crescimento mais vigoroso e sustentado ao longo do tempo, com investimentos e criação de empregos”, alertou. Em termos de saldo de emprego formal, a expectativa é que o segundo semestre mostre retomada do emprego até novembro. Dezembro normalmente registra saldo líquido negativo de empregos, o que vai fazer com que, apesar da recuperação do segundo semestre, o resultado anual de empregos com carteira não se afaste muito do resultado acumulado até agosto, de cerca de 850 mil postos de trabalhos fechados, diz a CNI. Mas o retorno de parte mais expressiva da população à força de trabalho, procurando emprego, deve fazer com que a taxa de desemprego suba. Apesar disso, a CNI estima que mais pessoas consigam se reinserir no mercado de trabalho e estima que a taxa média de desocupação fique em 13,5% em 2020, 1,6 ponto percentual acima do registrado em 2019, quando alcançou 11,9% da força de trabalho. O Informe Conjuntural avalia ainda que o spread bancário e as taxas de juros do setor financeiro bancário acompanharam o movimento de queda da Selic. O spread bancário para pessoa jurídica caiu de 9,6 pontos percentuais, em janeiro, para 6,9 pontos percentuais, em julho. E a taxa de juros para a pessoa jurídica saiu de 14,8% ao ano para 10,7% ao ano, na mesma base de comparação. Entre os motivos para isso, estão os programas emergenciais, estruturados por meio do compartilhamento do risco de crédito. O Copom sinalizou que há espaço residual para um novo corte da Selic ainda este ano, que dependerá da trajetória das contas públicas e da avaliação sobre o comportamento futuro da taxa de inflação. Na avaliação da CNI, a interrupção do afrouxamento monetário será mantida nas próximas duas reuniões, de outubro e dezembro, e a taxa básica de juros encerrará 2020 em 2% ao ano. A CNI avaliou também que os próximos meses não devem trazer risco de descontrole inflacionário que possa ameaçar o alcance da meta de inflação no ano. Entretanto, há sinais de alerta na dinâmica dos preços no varejo em função da aceleração já registrada nos preços ao produtor. A entidade destaca que o real é a moeda que mais se depreciou entre emergentes e uma das que mais se depreciou em todo o mundo durante o período mais agudo da crise. Entre janeiro e maio de 2020, o real teve a maior queda, de 23,9% frente a uma cesta ampla de moedas, segundo dados de taxa de câmbio real efetiva do Bank for International Settlements (BIS). Ao lado do real, se destacaram com as maiores depreciações as moedas de outros emergentes, como o México, com queda de 18,0%, a África do Sul, com redução de 17,7%, e a Rússia, que perdeu 10,2% nesta área. Já a deterioração das contas externas foi interrompida pelos efeitos da pandemia e o déficit deve continuar a se reduzir até o fim do ano. A CNI ainda apontou que, diante do quadro de recessão mundial projetado para 2020, com recuos de 4,9% da economia mundial e de 11,9% do comércio mundial de bens, segundo o FMI, o horizonte para as exportações brasileiras é de dificuldades até o fim do ano, em especial para a indústria. O melhor desempenho das exportações de produtos básicos não será forte o suficiente para evitar a queda das exportações frente a 2019, diz a CNI. As importações, por sua vez, devem se manter em queda na comparação com o ano passado, considerando a queda esperada para a atividade doméstica no ano. O saldo da balança comercial de bens esperado para 2020, segundo estimativa da CNI, é de US$ 56,4 bilhões, com recuo das exportações de 6,5%, para US$ 210,7 bilhões e das importações de 13%, para US$ 154,3 bilhões. Governos regionais Já as receitas dos governos regionais tiveram crescimento real de 2,3% no acumulado até agosto, em relação ao mesmo período de 2019. Esse aumento só foi possível graças à transferência de R$ 55,2 bilhões do governo federal, como auxílio aos estados e municípios no período. Sem esses recursos, as receitas regionais teriam registrado queda de 7%. Com Auxílio Emergencial, maioria dos estados vê arrecadação de ICMS subir Nos últimos meses, a arrecadação de ICMS, principal fonte de recursos dos governos regionais, tem crescido. No mês de agosto, a arrecadação desse imposto apresentou crescimento real de 3,1%, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em relação às despesas desses entes, a CNI estima que essa variável tenha apresentado crescimento real de 1,2% no acumulado do ano até agosto, em relação ao mesmo período de 2019. O crescimento das receitas mais do que compensou o aumento das despesas no período, levando os governos regionais a um superávit primário de R$ 27,1 bilhões no acumulado do ano até agosto. Veja as últimas notícias de economia
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21/10 - Os novos jatos que prometem reviver os voos supersônicos comerciais
Quase 20 anos depois que o Concorde foi aposentado, novas aeronaves supersônicas de passageiros estão finalmente surgindo. O avião de teste supersônico XB-1 testará a tecnologia do planejado avião comercial supersônico Overture BOOM SUPERSONIC "As pessoas sempre quiseram viajar rápido, desde que a primeira pessoa galopou a cavalo", diz Mike Bannister. E ele sabe do que está falando. Bannister pilotou o Concorde, pela British Airways, por 22 anos. Como capitão sênior do avião Concorde da companhia aérea, ele comandou o último voo comercial sobre Londres em outubro de 2003 e, posteriormente, o último voo entregando o Concorde a um museu de Bristol, no Reino Unido. Quase duas décadas depois, o mundo está se encaminhando novamente para ter jatos de passageiros que podem voar mais rápido do que a velocidade do som. Este mês, a Boom Supersonic lançou seu avião de teste supersônico XB-1. É a primeira aeronave supersônica civil desde o Tupolev TU-144 da União Soviética em 1968. A máquina estreita e pontiaguda permitirá que a Boom confirme aspectos do design proposto para o seu Overture, projetado com asa em delta — em formato de triângulo — muito mais elegante que o Concorde. O Overture tem como objetivo transportar entre 65 e 88 passageiros através de rotas oceânicas, poupando as populações humanas do estrondo sônico gerado por sua velocidade Mach 2.2. A Nasa tem um avião de teste mais ambicioso em fase de preparação, o delgado X-59. Este voará em 2022, com o objetivo de se tornar o primeiro voo supersônico sustentado sobre terra — se conseguir encontrar maneiras de eliminar, ou pelo menos mitigar, o estrondo sônico. E também há a Aerion, alegando que seu design AS2 oferecerá voo supersônico civil até o final da década. Mas com apenas 8 a 10 passageiros, o AS2 é voltado para um mercado totalmente novo, o de viagens supersônicas de negócios. Mike Bannister voou no último voo do Concorde para a British Airways Mike Bannister Bannister diz que é importante entender que esses jatos não são rivais, mas novos concorrentes em setores completamente diferentes de voo comercial. "Com o AS2, a Aerion espera voar sobre terra a Mach 1.4, gerando um estrondo sônico baixo. A Boom quer passar pelo oceano a Mach 2.2 e, em minha opinião, esse é o mercado mais forte", diz ele. Um problema de engenharia que todas essas aeronaves precisam superar é como o ar é ingerido pelos motores em alta velocidade. Engolir ar em velocidades supersônicas cria problemas para todos os motores de aeronaves. As entradas são planejadas de forma a quebrar o fluxo de ar e reduzi-lo a uma velocidade que o motor possa suportar. É uma área altamente sensível, que até causou uma cisão anglo-francesa na época da aposentadoria do Concorde. A Air France aposentou sua frota, mas a British Airways fez questão de manter a aeronave voando. "Um dos motivos pelos quais o Airbus, que assumiu os direitos sobre o projeto do Concorde, não nos deu autoridade total para mantê-lo voando, foi porque o design de entrada ainda era secreto", disse Bannister. O AS2 é voltado para o mercado de viagens de negócios Aerion A indústria aeroespacial está passando por uma desaceleração violenta no momento, causada pela pandemia da covid-19. As companhias aéreas atrasaram ou cancelaram pedidos em resposta à queda no número de passageiros. Mas então, ainda haverá demanda por jatos supersônicos? "A grande questão é como a aviação se desenvolverá após a covid. Há uma teoria de que as viagens de negócios não retornarão ao nível anterior. Mas, para pessoas muito ricas, o status é importante", diz Bannister. Ele acredita que o prestígio do voo supersônico pode roubar passageiros dos jatos executivos subsônicos. O AS2 da Aerion está sendo construído na Flórida, perto do Cabo Canaveral, no que os locais chamam de Space Coast (Costa Espacial). A empresa está apostando que um jato executivo com três motores, que leve pessoas através do mundo a 1.000 milhas por hora, é exatamente o que os viajantes de negócios estão esperando. O objetivo é que até 2027 o jato entre em operação. As empresas que operam frotas de jatos executivos oferecem uma seleção de designs e a Aerion vê o AS2 como uma adição valiosa a essa oferta. O objetivo é vender 300 aeronaves em 10 anos. A Aerion ganhou credibilidade quando a gigante aeroespacial Boeing entrou com uma participação minoritária na empresa, assumindo dois assentos no conselho da empresa. Da mesma forma, a Boom possui ex-executivos da empresa de defesa Lockheed Martin em seu conselho consultivo. "Não é uma questão de se, é uma questão de quando", diz Chad Anderson, presidente da Jetcraft, que compra, vende e assessora jatos particulares. "A mercadoria mais valiosa que qualquer um de nós possui é o tempo." Ele diz que rotas como Londres a Nova York ou Dubai são encaixes naturais para essa tecnologia. Mas apesar da intenção declarada da Boom de voar supersônico sobre o mar e da crença de Aerion de que voos Mach 1.4 podem ser tolerados sobre terra, os reguladores dos EUA ainda não suspenderam a proibição de viagens supersônicas civis. O X-59 da Nasa espera resolver o problema do estrondo sônico Nasa Portanto, há um mundo inteiro de lobby político a ser vencido e o X-59 da Nasa terá um grande papel nisso. É importante ressaltar que a participação de grandes nomes como a fabricante de motores GE e a Boeing mudou a maré após anos de projetos supersônicos especulativos. "Esses são jogadores reais e capazes", disse Anderson. A Nasa sente que o estrondo sônico ainda é o maior desafio para fazer os voos supersônicos de passageiros voltarem a funcionar. Embora se sobreponha ao XB-1, o próprio participante da Nasa nas pesquisas supersônicas, o X-59, é muito diferente. Uma nave semelhante a um longo lápis, com a asa em delta colocada entre canards (como são conhecidas as pequenas asas frontais que ajudam a estabilizar a aeronave) e a a cauda, ​o X-59 é uma tentativa de desenvolver tecnologia que fará com que mais passageiros façam viagens supersônicas no futuro. Com um limite de Mach 1,4, o X-59 irá procurar um lugar em seu perfil de voo onde o estrondo sônico quase não chegue ao solo. Isso tem tudo a ver com a onda N, nomeada devido à forma N da pressão que experimentamos quando há um estrondo sônico no alto. O X-59 quer permitir que os reguladores definam um nível de estrondo tolerável. A frente comprida torna difícil pilotar o X-59 Nasa Previsto para voar em 2022, seu formato permite uma ondulação de choques sônicos ao longo da fuselagem alongada, minimizando assim seu impacto no nível do solo. Em 2024, esse formato único deslizará pela barreira do som em áreas selecionadas dos EUA, onde a reação da população abaixo ao ruído será avaliada. As câmeras de alta definição fazem parte do pacote porque o piloto precisa ver além do alongado nariz à frente. É uma homenagem ao Concorde, que usava o famoso nariz inclinado, uma viseira abaixada para visibilidade durante a decolagem e pouso, mas levantada durante o vôo. Essa engenharia deve satisfazer Bannister. E a aparência excêntrica do X-59 e do XB-1 deixa saudades do Concorde, pelo menos em termos de aparência. Sua beleza criou um carinho que dura até hoje. "O Concorde agradou os dois lados do cérebro, artístico e científico", conclui o piloto veterano do avião. Assista a mais notícias de Economia:
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21/10 - FMI vê tombo maior da economia na Ásia em 2020 e alerta para riscos da pandemia
Fundo melhorou, porém, projeção para a região em 2021, passando a estimar crescimento de 6,9% graças ao impulso de recuperações mais fortes esperadas na China, nos Estados Unidos e na zona do euro. O Fundo Monetário Internacional reduziu a previsão econômica deste ano para a Ásia, refletindo uma contração mais acentuada do que a esperada em países como a Índia, um sinal de que a pandemia de coronavírus continua causando um grande impacto na região. O FMI disse esperar que a economia da Ásia recue 2,2% este ano. Esse declínio ficou 0,6 ponto percentual acima da previsão de junho, devido a quedas acentuadas em países como Índia, Filipinas e Malásia. A economia da Índia deve encolher 10,3% este ano, em contraste com a China, que deve crescer 1,9%, disse o FMI. Embora o FMI tenha melhorado a previsão de crescimento para o próximo ano, ele alertou que a recuperação será lenta e desigual, com países dependentes do turismo sofrendo um duro golpe. A economia da Ásia deve crescer 6,9% em 2021 graças ao impulso de recuperações mais fortes esperadas na China, nos Estados Unidos e na zona do euro, disse o relatório. "O medo da infecção e as medidas de distanciamento social estão diminuindo a confiança do consumidor e manterão a atividade econômica abaixo da capacidade até que uma vacina seja desenvolvida", disse o FMI em um relatório sobre a região da Ásia-Pacífico divulgado nesta quarta-feira. "Embora a recuperação da China possa impulsionar o comércio regional, o fraco crescimento global, o fechamento das fronteiras e as crescentes tensões em torno do comércio, tecnologia e segurança pioraram as perspectivas de uma recuperação liderada pelo comércio na região." Para a economia global, o FMI passou a projetar um tombo de 4,4% em 2020, segundo relatório publicado na semana passada. Economia da China cresce 4,9% no 3º trimestre em comparação com ano passado Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo
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21/10 - Adamantina, Álvares Machado e Presidente Prudente oferecem vagas para concursos públicos e processos seletivos
Nesta semana, há oportunidades para professores da educação básica e ensino superior, e para preceptores. Inscrições devem ser preenchidas pela internet. Unesp Presidente Prudente abriu concurso público para contratação de professor substituto Heloise Hamada/G1 Três municípios do Oeste Paulista estão com inscrições abertas para concursos públicos e processos seletivos. As remunerações variam entre R$ 900,31 e R$ 6.510. Os interessados devem se inscrever pela internet. Adamantina O Centro Universitário de Adamantina (Unifai) também está com inscrições abertas para concurso público. O objetivo é a contratação de preceptor. Conforme o edital, serão preenchidas duas vagas. Para concorrer, é necessário a graduação em medicina e registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). O profissional contratado deverá desempenhar atividades em carga horária de 20 horas semanais e será beneficiado com remuneração no valor de R$ 6.510,00 ao mês. As inscrições devem ser feitas pela internet até o dia 16 de novembro. Álvares Machado A Prefeitura de Álvares Machado divulgou a formação de cadastro reserva destinados a profissionais de ensino superior. Conforme o edital, as oportunidades disponíveis são para professores - PEB II em: educação especial, artes, ciências, educação física, geografia, história, inglês, matemática, português, professor de Emei - creche e Professor de Ensino Básico - PEB I. O salário base ofertado é de R$ 1.916,87. A jornada de trabalho será de 30 horas semanais. As inscrições podem ser feitas pelo site até o dia 8 de novembro. Presidente Prudente A Universidade Estadual Paulista (Unesp) abriu concurso público para contratação de professor substituto no campus de Presidente Prudente. O profissional contratado deverá exercer atividades de docência em cursos de graduação, nos períodos diurno e/ou noturno, no Departamento de Planejamento, Urbanismo e Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia, em jornada de trabalho de 12 horas semanais, com salário mensal no valor de R$ 900,31, segundo o edital. Os interessados devem realizar as inscrições pelo site até o dia 3 de novembro. Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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21/10 - Automação deve acabar com 85 milhões de empregos nos próximos 5 anos, diz relatório do Fórum Econômico Mundial
Por outro lado, 97 milhões de empregos surgirão em áreas como cuidados com saúde, tecnologias da quarta revolução industrial e criação de conteúdo. Automação deve destruir 85 milhões de empregos Divulgação Relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial prevê que, até 2025, a automação e a divisão do trabalho entre humanos e máquinas fecharão 85 milhões de empregos no mundo em empresas de médio e grande porte em 15 setores e 26 economias, incluindo o Brasil. Funções em áreas como processamento de dados, contabilidade e suporte administrativo são as que mais devem perder empregos à medida que a automação e a digitalização no local de trabalho aumentam. Mais de 80% dos executivos estão acelerando os planos para digitalizar processos de trabalho e implantar novas tecnologias, e 50% dos empregadores pretendem acelerar a automação de algumas funções. Em contraste com os anos anteriores, a criação de empregos está diminuindo, enquanto o fechamento de vagas está acelerando. “A Covid-19 acelerou a chegada do futuro do trabalho”, disse Saadia Zahidi, diretora-executiva do Fórum Econômico Mundial. Segundo ela, a aceleração da automação e as consequências da recessão trazida pela pandemia aprofundaram as desigualdades existentes nos mercados de trabalho e reverteram o cenário de abertura de vagas após a crise financeira global de 2008. “Empresas, governos e trabalhadores devem trabalhar juntos urgentemente para implementar uma nova visão para a força de trabalho global”, alerta. Cerca de 43% das empresas pesquisadas disseram que vão reduzir sua força de trabalho devido à tecnologia, 41% planejam expandir a contratação dentro de funções especializadas e 34% pretendem aumentar a força de trabalho por causa da integração trazida pela tecnologia. Até 2025, os empregadores irão dividir igualmente o trabalho com as máquinas. As funções que potencializam as habilidades humanas serão mais demandadas. O uso de máquinas será focado principalmente no processamento de dados, tarefas administrativas e trabalhos manuais de rotina. O levantamento é baseado em previsões de executivos de recursos humanos e estratégia de 300 empresas globais, que empregam 8 milhões de trabalhadores, além de dados do LinkedIn, Coursera, ADP Research Institute e FutureFit.AI. Áreas que terão demanda Por outro lado, 97 milhões de empregos devem surgir nas seguintes áreas: cuidados com saúde tecnologias da quarta revolução industrial dados e inteligência artificial criação de conteúdo novas funções em engenharia computação em nuvem desenvolvimento de produtos. Tarefas que demandem gerenciamento, aconselhamento, tomada de decisão, raciocínio, comunicação e interação terão grande demanda, aponta o relatório. No Brasil, as áreas com maior demanda devem ser as seguintes: Especialista em inteligência artificial Analista e cientista de dados Especialista em internet das coisas Especialista em transformação digital Especialista em Big Data Analista de gestão e organização Especialista em marketing digital e estratégia Gerente de projeto Especialista em automação de processos Gerente administrativo e de serviços comerciais Já a maior retração deve ocorrer nas seguintes áreas: Contabilidade, escrituração e folha de pagamento Processamento de dados Trabalhadores de montagem de fábrica Secretários administrativos e executivos Reparadores mecânicos e de máquinas Registro de materiais e manutenção de estoque Atendimento ao cliente Caixas e funcionários de banco Contadores e auditores Gerentes administrativos e de serviços comerciais Requalificação O relatório mostra que quase 50% dos trabalhadores que permanecerem em suas funções nos próximos cinco anos precisarão de requalificação. A maioria dos empregadores reconhece o valor de requalificar sua força de trabalho - 66% esperam retorno sobre o investimento na qualificação e requalificação dos funcionários dentro de um ano. E também preveem realocar 46% dos trabalhadores em sua própria organização. “No futuro, veremos que as empresas mais competitivas serão aquelas que investiram pesadamente em seu capital humano, nas habilidades e competências de seus funcionários”, disse Zahidi. Os mais afetados pelas mudanças trazidas pela Covid-19 são aqueles que já estavam em desvantagem. E a desigualdade será intensificada pelo duplo impacto da tecnologia e recessão. Nos Estados Unidos, a pandemia tirou o emprego principalmente das mulheres, mais jovens e com salários mais baixos. Na comparação com a crise financeira global de 2008, o relatório mostra que o impacto hoje é muito mais significativo e tem maior probabilidade de aprofundar as desigualdades existentes. “A pandemia afetou desproporcionalmente milhões de trabalhadores pouco qualificados”, disse Jeff Maggioncalda, CEO da Coursera. Para ele, deve haver um esforço de requalificação por parte das instituições privadas e governamentais para que os profissionais tenham aprendizado relevante para retornar ao mercado de trabalho. Trabalho remoto veio para ficar Cerca de 84% dos empregadores devem digitalizar os processos de trabalho, incluindo uma expansão significativa do trabalho remoto. Os empregadores dizem que há potencial para colocar 44% de sua força de trabalho no home office. No Brasil, 92% dos entrevistados preveem acelerar a digitalização, implantando ferramentas digitais e videoconferência. Outros 88% pretendem oferecer mais oportunidades de trabalhar remotamente. De acordo com o relatório, 78% dos líderes empresariais globais esperam algum impacto negativo na produtividade do trabalhador. Isso sugere que algumas indústrias e empresas estão lutando para se adaptar com rapidez à mudança para o trabalho remoto causada pela pandemia. Para lidar com as questões de produtividade e bem-estar, cerca de um terço dos empregadores disseram que tomarão medidas para criar senso de comunidade, conexão e pertencimento entre seus funcionários. Mudança de carreira A pesquisa também indicou um número crescente de pessoas mudando de carreira, principalmente para a área de dados, inteligência artificial, vendas, criação de conteúdo e produção, mídias sociais e engenharia. O relatório mostra ainda que as habilidades como pensamento crítico, análise e resolução de problemas já são as mais valorizadas. E entraram na lista as habilidades de autogestão, como resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade. No Brasil, as habilidades mais demandadas serão as seguintes: Capacidade de aprendizagem Pensamento analítico e inovação Criatividade, originalidade e iniciativa Liderança e influência social Inteligência emocional Pensamento crítico e analítico Resolução de problemas Resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade Uso, monitoramento e controle de tecnologia Análise e avaliação de sistemas Persuasão e negociação O levantamento aponta ainda um aumento substancial no número de pessoas que buscam oportunidades de aprendizagem online por iniciativa própria e por meio de programas governamentais e também no número de empregadores que oferecem qualificação online para seus trabalhadores. Quem está empregado está dando maior ênfase aos cursos de desenvolvimento pessoal. Já os desempregados priorizam o aprendizado de habilidades digitais, como análise de dados, ciência da computação e tecnologia da informação. Hamoon Ekhtiari, CEO da FutureFit AI, prevê o aumento das transições de carreira, especialmente para profissionais mais vulneráveis e marginalizados. "A pandemia acelerou muitas das tendências em torno do futuro do trabalho, reduzindo drasticamente a janela de oportunidade para requalificar e fazer a transição dos trabalhadores para empregos adequados para o futuro", afirma. Assista à live sobre o trabalho pós-pandemia:
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21/10 - Rede de supermercados abre 170 vagas de emprego em quatros cidades da região de Campinas
Oportunidades não exigem experiência e são para Campinas, Indaiatuba, Valinhos e Vinhedo. Veja como se candidatar. Rede de supermercado Carrefour está com 170 vagas abertas para as cidades de Campinas, Indaiatuba, Valinhos e Vinhedo. Regis Duvignau/Reuters A rede de supermercados Carrefour abriu 170 vagas de emprego nas cidades de Campinas (SP), Indaiatuba (SP), Valinhos (SP) e Vinhedo (SP). As oportunidades são para trabalhar na cadeia de lojas e não há necessidade de experiência. Veja os cargos: Agente de prevenção; Recepcionista de caixa; Vendedor (a); Repositor (a); Balconista; Auxiliar de perecíveis; Promotor (a) de serviços financeiros; Padeiro (a); Açougueiro (a); Técnico (a) em manutenção; Operador (a) de CD; Farmacêutico (a). O processo seletivo é online e a pessoa interessada deve fazer a inscrição pelo site. Além do cadastro, é preciso realizar alguns testes obrigatórios. Após uma análise feita pelo departamento de Recursos Humanos, a entrevista é marcada. Por conta da pandemia do novo coronavírus, a entrega dos documentos para a admissão também é feita virtualmente. Benefícios Os benefícios oferecidos pela empresa para os novos funcionários são: Assistência médico-hospitalar e odontológica; Convênio farmácia e ótica; Cartão carrefour que oferece descontos para colaboradores; Plano de previdência privada; Seguro de vida; Restaurante no local; Vale-transporte. Número de vagas por municípios Campinas - 125 vagas Indaiatuba - 20 vagas Valinhos - 15 vagas Vinhedo - 10 vagas VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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21/10 - Ânima apresenta oferta maior, e Laureate encerra negociações com Ser Educacional
Oferta é cerca de R$ 500 milhões maior. Laureate controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU, em São Paulo, e o IBMR, no Rio de Janeiro. A Ânima apresentou uma oferta maior pelos ativos no Brasil da Laureate e com isso o grupo norte-americano de ensino encerrou tratativas com a Ser Educacional, que receberá uma multa rescisória a ser paga pela rival brasileira. A Laureate, que controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU, em São Paulo, e o IBMR, no Rio de Janeiro, havia recebido em meados de setembro oferta de R$ 4 bilhões da Ser pelos ativos. Segundo a Laureate, a oferta da Ânima é cerca de R$ 500 milhões maior que a da Ser, considerando o fechamento do preço da ação da Ser em 20 de outubro. Além disso, a Ânima se propôs a pagar um adicional de R$ 200 milhões para a Laureate, dependendo do cumprimento de certas métricas de performance. A Ânima ainda vai pagar R$ 180 milhões de multa rescisória para a Ser. Com isso, a Laureate "pretende encerrar seu acordo com a Ser o mais breve possível e entrar em um acordo vinculante com a Ânima", afirmou a companhia em comunicado. O acordo estabelecido pela Ser com a Laureate em meados de setembro permitiu ao grupo norte-americano buscar até 13 de outubro proposta vinculante de terceiros superior à apresentada pela Ser. As ações da Ânima subiam 1,55% às 10h39, enquanto os papéis da Ser tinham queda de 0,64%. O Ibovespa mostrava baixa de 0,07%. Segundo a Laureate, "em vez de submeter uma proposta equivalente antes do fim do prazo, a Ser informou que conseguiu uma liminar contra o fim do acordo e que não aborda o mérito da proposta maior apresentada". "A Laureate pretende vigorosamente fazer valer seu direito em encerrar a transação com a Ser e completar a venda das operações no Brasil sob os termos da proposta maior (da Ânima)", acrescentou a empresa. A Laureate possui atualmente 267 mil estudantes matriculados no Brasil em 11 instituições de ensino superior, que incluem ainda a Universidade Potiguar (UnP), a Universidade Salvador (UNIFACS), o Centro Universitário dos Guararapes (UniFG), a Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), entre outras. Ao todo são 50 campi em 7 estados. Já a Ânima informa ter cerca de 145 mil estudantes no país. O grupo é dono das universidades São Judas, Unibh, Unisul, Unisociesc, entre outras. Vídeos: Veja as últimas notícias de economia
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21/10 - Por que as pequenas e médias empresas precisam do histórico de pagamento dos clientes para melhorar a negociação?
Bate-papo responde importantes perguntas como “Qual a probabilidade de o seu cliente ficar inadimplente?” Por que as pequenas e médias empresas precisam do histórico de pagamento dos clientes para As soluções do Cadastro Positivo criadas pela Serasa Experian servem apenas para grandes companhias? Por que vale a pena, além de consultar se um cliente está negativado, usar as informações desenvolvidas a partir dessa base de dados na hora de decidir sobre crédito? É possível também analisar outras empresas? Diretora de Clientes e Soluções PME da Serasa Experian, Fernanda Monnerat, costuma ouvir frequentemente essas questões de empresários ou analistas de crédito de pequenas ou médias empresas. Por isso, para responder a essas dúvidas, ela bateu um papo esclarecedor com Wellington Alquimim, especialista de Produtos de Crédito PJ. Na conversa, eles mostram como as soluções com Cadastro Positivo da Serasa Experian, num momento desafiador como o atual, podem fazer a diferença para qualquer negócio, independentemente do tamanho. Ainda mais porque as informações são de fácil entendimento e rápida consulta. E elas podem impulsionar as vendas sem comprometer a segurança. Assista ao vídeo e conheça todo o potencial dos dados do Cadastro Positivo. Ficou curioso para saber mais como o Cadastro Positivo pode ajudar a sua pequena ou média empresa? Clique aqui e conheça todas as soluções da Serasa Experian para o seu negócio.
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21/10 - Brasil fecha 3º trimestre com queda de 76% no setor aéreo; companhias demitiram pelo menos 2,9 mil
Mês de setembro foi o melhor para as companhias desde o início da pandemia, mas patamar ainda está distante de recuperar as perdas. Brasil fecha 3º trimestre com queda de 76% no número de passageiros de avião O Brasil fechou o terceiro trimestre com queda de 76% no número de passageiros, quando comparado ao mesmo período do ano passado — ainda que setembro tenha registrado o melhor desempenho desde o início da pandemia. Segundo dados disponibilizados no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram 7,2 milhões de passageiros entre julho, agosto e setembro de 2020, enquanto os mesmos meses do ano passado marcaram quase 30,5 milhões. Só em setembro deste ano, 3,2 milhões de passageiros passaram pelos aeroportos do país. É uma queda de 67% em relação ao mesmo mês do ano passado, mas superior à marca de agosto em quase 900 mil. Setor aéreo tem recuperação lenta no número de passageiros em voos domésticos no Brasil Economia/G1 Ainda longe de igualar as marcas registradas até o ano passado, o número de passageiros de avião no Brasil cresce aos poucos, mês a mês, desde abril. "A gente tem observado uma retomada do mercado doméstico maior do que se esperava em maio. Nós esperávamos em torno de 40% em dezembro e acreditamos que agora em dezembro já conseguimos chegar a 60% da demanda que existia. O sindicato está otimista com a retomada do mercado doméstico", comentou Ordino Dutra, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários. Pandemia fez demanda por voos despencar no país GloboNews Líder do ranking que soma embarques e desembarques, o aeroporto de Guarulhos apostou em diversas medidas sanitárias para a retomada do mercado. O diretor de operações, Miguel Dau, diz que as ações de segurança sanitária foram pensadas justamente no período de maior queda no movimento. "Mas pensamos primeiro nos funcionários", pondera. Demissões Segundo o Sindicato Nacional dos Aeroviários, foram formalizados mais de 70 acordos coletivos de trabalho prevendo redução de jornada e de salário temporário, com garantia de emprego. "Houve demissão em massa somente na Latam, que cortou 2.750 mil tripulantes", relembra Ordino Dutra. A empresa afirma que "por ser a maior e mais antiga das três empresas que atuam no Brasil e que remunera mais os tripulantes tanto em voos domésticos quanto em internacionais", precisou "rever seu modelo atual de remuneração". Segundo a LATAM, "em função da proposta ter sido rejeitada pelo Sindicato, a companhia precisou desligar 2.700 tripulantes no Brasil". A Gol, por outro lado, afirma ter conseguido acordos com os sindicatos que representam a categoria. "Apenas 200 colaboradores foram desligados neste período, por redução de força de trabalho", diz a nota enviada pela companhia. Retomada A Azul não informou quantas demissões ocorreram até agora. Informou, no entanto, que a companhia terá 505 voos diários e atenderá 89 destinos ao final de outubro. Em novembro, a empresa ampliará a malha doméstica e alcançará 629 decolagens em dia pico para 96 destinos, chegando a 80% da capacidade operada pela empresa antes da pandemia. A Latam também projeta maior retomada para os próximos meses. Afirma que está adicionando quase 3 mil voos para a próxima alta temporada de dezembro de 2020 a janeiro de 2021. "A demanda tem começado a crescer com mais força no mercado doméstico brasileiro entre os viajantes a lazer", diz a nota. Enquanto isso, a Gol comunica ter incrementado "18 novos mercados ao quadro de rotas da empresa, chegando a 95% dos destinos do período pré-pandemia". Protocolos sanitários Higienização das áreas comuns e das aeronaves, cobrança por distanciamento social e uso de máscaras, medição de temperatura e realização de testes nos terminais são algumas das medidas adotadas desde o início da pandemia pelos aeroportos." "O processo em si [para a adoção dessas medidas] não foi muito longo. Até porque o aeroporto sofreu uma queda vertiginosa. Para você ter uma ideia, antes da pandemia, tínhamos uma média diária de 115 mil passageiros. No dia seguinte ao início da pandemia, a média caiu para 7 mil.", relembra Miguel Dau, diretor de operações do aeroporto de Guarulhos. Segundo ele, "em um mês, o aeroporto conseguiu preparar minimamente a sua capacidade para o recebimento dos passageiros". s Assista às últimas notícias em Economia:
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21/10 - Bovespa fecha com alta discreta e sustenta os 100 mil pontos
Nesta quarta-feira, Ibovespa subiu 0,01%, a 100.552 pontos. Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP A bolsa de valores brasileira, a B3, fechou próximo da estabilidade nesta quarta-feira (21), com o noticiário corporativo ocupando os holofotes enquanto agentes financeiros acompanharam as negociações nos Estados Unidos para mais estímulos fiscais. O Ibovespa subiu 0,01%, a 100.552 pontos. Veja mais cotações. Nesta terça-feira, o Ibovespa avançou 1,91%, a 100.539 pontos. Na parcial do mês, o Ibovespa acumula alta de 6,29%. No ano, tem perda de 13,05%. Bolsonaro diz em rede social que o Brasil não vai comprar vacina da China Cenário externo e local O cenário local seguiu com novas tensões políticas em torno da vacina da Sinovac. O presidente Jair Bolsonaro desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ao dizer que não pretende fazer a compra de 46 milhões de doses da "vacina chinesa", contrariando anúncio feito ontem pelo ministro. Nesta quarta-feira, a Weg divulgou resultados do 3º trimestre de 2020. A empresa teve lucro líquido de R$ 644,2 milhões no terceiro trimestre, alta de 54% ante o mesmo período de 2019. A receita operacional líquida alcançou R$ 4,8 bilhões, um aumento de 43,3% frente a igual intervalo do ano anterior, alta de 51,3% no mercado interno e de 37,8% no mercado externo (em reais). Nos Estados Unidos, seguiram as negociações para acordo em um novo pacote de estímulos no país. O prazo final para um combinado era a terça-feira, mas foi renovado. Ainda assim, predominaram na Europa as preocupações sobre novas restrições e possíveis impactos da nova onda de Covid-19 no continente. Itália, Espanha e Reino Unido impuseram restrições para limitar a disseminação de novos casos de coronavírus, que ameaçam inviabilizar uma recuperação econômica em desenvolvimento. Além disso, a falta de resolução sobre o Brexit continua na agenda. Enquanto o Reino Unido ameaça deixa o bloco sem acordo, negociadores dizem que a solução está próxima. Variação do Ibovespa em 2020 Economia G1 VÍDEOS: Últimas notícias de Economia x
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21/10 - Invepar desiste de venda de fatia no aeroporto de Guarulhos e negocia reequilíbrio de contrato de concessão
Segundo vice-presidente da empresa, ideia perdeu força diante dos impactos na demanda futura de passageiros e incertezas geradas pela pandemia. Movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, Grande São Paulo, no dia 7 de agosto. Fepesil/Estadão Conteúdo A Invepar não tem mais planos de vender sua participação no aeroporto de Guarulhos (SP) e espera acertar ainda neste ano com o governo federal um acordo de reequilíbrio do contrato de concessão que poderia gerar um desconto de R$ 600 milhões a R$ 800 milhões no valor de outorga devida neste ano, disse o vice-presidente financeiro da empresa, Enio Stein. Assim como todo o setor aéreo e de turismo mundial, o terminal de Guarulhos foi duramente impactado pela pandemia de coronavírus. Em entrevista à Reuters, Stein afirmou que Guarulhos chegou a operar com apenas 5% de sua capacidade na área internacional e apenas 10% nas operações domésticas no auge das medidas de isolamento social, entre março e abril. Nos últimos meses, no entanto, houve uma melhora no movimento de operações e passageiros, mas o aeroporto ainda opera com cerca de metade da capacidade, disse o executivo. Antes da Covid-19, a estimativa era que Guarulhos poderia atingir um fluxo de 45 milhões de passageiros neste ano, mas projeções atualizadas da Invepar apontam para algo em torno de 20 milhões. A outorga anual de Guarulhos é de R$ 1,2 bilhão. O ministro dos Transportes, Tarcísio de Freitas, já afirmou por diversas ocasiões neste ano que o governo pretende renegociar os termos de concessões por conta da pandemia apenas dos contratos que não apresentem problemas anteriores à epidemia. "A ideia em discussão é compensar uma parte de passageiros perdidos com a redução da outorga. A ordem de grandeza é de R$ 600 milhões a R$ 800 milhões. É como se fosse desconto", disse Stein sobre as negociações com o governo. A concessão de Guarulhos vai até 2032. A venda do terminal de Guarulhos chegou a entrar no radar da Invepar antes da pandemia, mas a ideia perdeu força, diante dos impactos na demanda futura de passageiros e incertezas geradas pela pandemia. "A ideia de vender morreu...o que dificulta fazer uma venda é o nível de incerteza no mercado muito elevado", disse Stein. "Acho difícil alguém chegar com um cheque; mas parcerias, modelos conjuntos são propícios”, adicionou. Reestruturação A Invepar, que atravessa um processo de reestruturação de dívida que atualmente está em cerca de R$ 2,1 bilhões, pretendia transferir a credores parte de seus ativos, como as concessões da Linha Amarela e MetrôRio, no Rio de Janeiro. Mas uma liminar da justiça este ano devolveu à prefeitura carioca a concessão da via expressa, dificultando o andamento das tratativas sobre reestruturação do passivo da companhia. A expectativa é que a reestruturação possa ser finalizada em 2021, desde que a Invepar volte a controlar a via expressa. A previsão é que a liminar concedida à prefeitura do Rio sobre a Linha Amarela seja julgada no Superior Tribunal de Justiça (STJ), na quarta-feira. Enquanto isso, a empresa aguarda desdobramentos da proposta de aquisição apresentada aos controladores pela gestora brasileira Latache Capital, no início do mês. Stein afirmou que a Invepar deve ficar fora da agenda de concessões do governo federal até 2021 por causa do processo de reestruturação do passivo da empresa. A partir de 2022, a companhia deverá voltar ao mercado para analisar oportunidades. A licitação de aeroportos como Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), prevista para 2022, é um interesse natural do grupo. "São dois ativos que cabe olhar; vai depender de modelo, quem são os competidores, mas conceitualmente são ativos que fazem sentido para nós", disse Stein. Associação prevê pior ano da história para o setor aéreo Vídeos: veja últimas notícias de economia
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